Dançando Entre Lírios mortos,Livro de poesias de Marcos Antônio Filho(Fábrica de livros,15 Reais)
maiores informações em marcos.antoniofilho@gmail.com ou no próprio blog

sábado, 22 de dezembro de 2007

Ciprestes e estrelas

Um dos meus poemas Ciprestes e estrelas,foi batizado com o quadro de Van Gogh com esse mesmo nome.Sempre fui admirador dos quadros de Van Gogh,existem os quadros mais conhecidos,mas esse foi o que sempre me atraiu.Talvez sejam pelo o sol e lua separados pelo o cipreste, ou das estrelas que nunca achei nesse quadro...
Para quem não leu ou não lembra,Ciprestes e estrelas é um poema típico de amor,do primeiro ao último verso.Eu o resumo como a saga do "cavaleiro romântico" em busca de sua grande amada.Ele também tem um dos versos mais bonitos na minha humilde opinião e é o que resume o ideal do "cavaleiro":

"Nem a dor nem a doença serão capazes de me parar diante dos pés da derrota"

Quem quiser ler o poema ele está aqui

sábado, 8 de dezembro de 2007

Imagine-Jonh Lennon



8 de Dezembro de 1980 Jonh Lennon foi assassinado.Nada mais justo do que homenagear um dos caras mais fodas que já existiu.

2 anos de blog

Há dois anos surgiu o blog.A idéia era finalmente me aventurar e mostrar minha poesia para as pessoas.Eu hesitei no ínicio,mas dei a cara à tapa.Tive boa aceitação de amigos,conhecidos e de alguns desconhecidos também,que me deixou muito lisojeado.As postagens eram quase diárias,eu escrevia poemas feito louco e ainda tinha os que eu tinha feito antes.Resolvi postar meus contos e também resolvi participar de concursos literários com mais frequência,já que por medo eu me esquiva de muitos deles.A idéia do livro amadureceu, e eu resolvi lançar meio que independente,indo com a cara e a coragem novamente.Em agosto de 2006 tive a minha primeira premiação.e tiv eno final de 2006 a certeza de que 2007 seria um ano crucial para as minhas pretensões literárias.2007 veio e em 28 de Abril eu tive a felicidade de lançar o meu primeiro livro de poesias,"Dançando Entre Lírios mortos".Tive a felicidade de vender 76 exemplares.E o melhor foi repercussão dos meus poemas.Muito gostaram, se identificaram,até choraram com meus poemas e o que me fez ter muito orgulho da minha obra que eu batalhei tanto,que foi tão difícil de conceber pela minha inexperiência em editar um livro.E Dançando entre lírios mortos acabou me presenteando com uma menção honrosa e a entrega foi na bienal do livro.um auditório cheio. Palmas.Reconhecimento.Algo tão inimaginável quando comecei a rabiscar meu cadernos com meus pensamentos em 2000.20 de setembro,outra data importante em minha vida que não vou esquecer e vou fazer questão de que não seja a última.E tudo começou nesse blog, quando o trovador de ilusões começou a pelegrinar pela internet e ver que as ilusões que cantava aos errantes,se tornara realidade.Esse foi um ano difícil,por causa do meu trabalho e por causa do lançamento do livro,tive muitas turbulencias e esse blog foi deixado de lado.Porém nunca foi esquecido,e nem será já que ele não tivesse existido,eu não teria vivido as experiências que fizeram ser o que sou hoje.E 2008 virão muitas conquistas por aí e terei ainda muitas postagens a fazer muitas coisas para criar.Minha maior alegria é saber que isso é apenas o começo da caminhada.

Agora aos que ainda não têm meu livro, os cinco primeiros que postarem aqui levam "Dançando entre Lírios mortos"autografado,mas só se colocarem NOME E EMAIL.É minha humilde retribuição,queria poder dar mais algumas coisas mas não pude planejar muito e então vai minha cria pra vocês cuidarem.

Marcos Antônio Filho

domingo, 2 de dezembro de 2007

No ralo do banheiro

É o convívio da dor
Que corrompe caráteres.
É o cheiro do sexo
Invadindo os lares.

É a destruição da vida,meu bem.

Com seu quebra-cabeças
Se perdendo no ralo do banheiro
Aniquilando a esperança antes
Que alguém aniquile primeiro.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Mergulho

Mergulhemos.

Saltemos a um mar envolto de incertezas.

Mergulhemos

E desçamos em apnéia,

Guardemos o escasso ar nos cinzentos pulmões.

Mergulhemos.

Manteremos os olhos abertos,

Vejamos a diversidade,

Apreciemos tão silencioso habitat.

Mergulhemos

Mais fundo ainda!

Não se amedronte,

Temos ar suficiente.

Não é o mar magnífico?

Não é a vida magnífica?

Mergulhemos

Até nossos rostos roxearem,

Preciso me sentir parte desse mar...

Mergulhemos mais...

Não... Por que voltas?

Espere que ainda não vimos o melhor!

Nosso sopro de vida desaparecendo,

A sombra da morte se aproximando

Em total silêncio...

Por que apenas só eu desço?

Por quê?

Minha derme já não sente mais o mar gélido,

Ele agora se assemelha ao calor maternal...

Mergulhemos,

Ao inevitável dissabor da fatalidade,

E nos afogaremos perdidos em nossas ilusões.

domingo, 21 de outubro de 2007

O rapto da loba

- É, realmente nada marca mais do que nossa primeira paixão. É a descoberta do mundo, é quando aprendemos a viver de verdade. É perceber que a mesma mão que acaricia é a que nos flagela. É essa paixão que vai marcar pra vida inteira.

- Com certeza meu amigo, uma paixão sempre traz as cores que faltam ao nosso cotidiano. Decerto também, que essas cores ofuscam nosso raciocínio, mas preferiria não pensar em nada além de uma louca paixão do que exercer essa minha função de burocrata.

- Mas a melhor das paixões é primeira, que sucumbe o nosso coração aos sentimentos ocultos do mundo, da forma mais avassaladora possível.

- Mas todas as paixões sem nenhuma exceção são avassaladoras.

- Aí que você se engana amigo. Paixões às vezes nascem de cordialidades, afinidades, se alimentam de suspiros sem sentido e tomam as rédeas de nosso coração.A paixão quando é avassaladora, toma de súbito e corrompe todo o tipo de pensamento contrário ao seu objeto de desejo. É algo que consome por inteiro sem precedentes. A minha primeira paixão foi incrivelmente avassaladora, minha vida seria outra se não tivesse vivido esta loucura ou se tudo que imaginei fosse certo.

- Ora conte-me a sua história, talvez eu me convença de sua teoria dos diversos tipos de paixões.

- Não é teoria, é uma afirmação clara e convicta. É só abrir os olhos para vê-la.O coração não se leva por qualquer encantamento. Eu garanto a você que existem dois tipos distintos de paixões. Uma é comum e rotineira que na maioria das vezes sentimos por alguém ou por algo. A outra é a que corrompe seus princípios, sua vida, seu raciocínio e tudo que estiver na frente.Não há moral ou ética que não sucumba a violento sentimento. Esta é uma paixão terrivelmente destruidora, não existe mais racionalidade quando se apaixona assim. Se existem outras formas de uma paixão tomar o peito eu as desconheço por descrença de meu sofrido ser.

- Mas por que sofrido?Não foste feliz em suas paixões?

- Minha primeira paixão me trouxe coisas inimagináveis e dilacerantes...Eu lhe contarei minha breve história. Tudo ocorreu no auge dos meus dezoito anos. Era viril, intenso, vivia com aquela sensação juvenil de dobrar o mundo na minha mão, de tanta ambição que havia em mim. Meu pai era militar de alto patente e queria que seu filho seguisse a sua orgulhosa carreira. Mas eu queria trilhar meu próprio caminho. O meu desejo era lecionar história, pois era fascinado pela história do mundo, pela magnífica roda do poder que aumentava a cada século. Minha única decepção na vida até então, foi não ter tido um amor, ainda não havia surgido beleza exata que me corrompesse, a sedução e a conquista perfeita para domar o meu coração. Modéstia à parte, era um rapaz muito bem apessoado e algumas meninas suspiravam por mim, porém todas eram puras, prendadas e sofríveis. Nenhuma tinha algo que me envolvesse, me deixasse louco, perdido, embebido em seu néctar de amor. E por isso preferia me aconchegar na frieza da solidão.

- Nenhuma dessas donzelas se insinuou pra você?

- Ah! Com absoluta certeza que sim, mas o simples prazer de desvirginá-las não me satisfazia, não tinha a devida paciência e, além disso, por não conseguir nutrir nenhum tipo de sentimento por qualquer pessoa, o sexo se tornaria algo mecânico, em vez de corpos entrando em clímax, os corpos seriam transformados em máquina de operários industriais. Mas deixe-me continuar. Após muito relutar, meu pai cedeu o meu desejo e aceitou que eu cursasse a faculdade de história. Aquilo era a minha verdadeira vocação, toda a aula me interessava e eu era um aluno aplicadíssimo, no meio de tantos outros que queriam se divertir. Em uma matéria em especial, fiquei fascinadamente envolvido. Fui conquistado pela didática e também pela professora, Carmem.

- Como era ela?

- Sem interrupções a partir de agora. Carmem era uma mulher na faixa dos quarenta, mas aparentava muito menos,dez anos no mínimo. Seus cabelos eram longos e negros e ela tinha um ar latino, um rosto moldado por expressões ibéricas. Uma espanhola radicada no Brasil há muito tempo. Seu colo farto e seu sotaque carregado afirmaram isso. Uma cintura fina, um quadril largo, um sinal no pescoço e aos poucos ela me seduzia sem perceber. Suas pernas eram torneadas, porém ela nunca as mostrava, usando calças apertadas que contornavam os músculos rijos,para minha alegria, ou saias longas para minha tristeza. Mas aquele sinal do pescoço era tão sedutor,algo tão pequeno e delicado,que achava enlouquecer por me entregar a uma mulher por causa de um sinal de nascença.Ela tinha um brilho no seu negro olhar que revelava que além da professora existia uma mulher sedutora. Carmem costumava dar uma leve mordida dos lábios quando lecionava e ela me deixava louco para tê-la em meus braços. Estava completamente extasiado e envolvido de corpo e alma. Ela tinha toda a minha atenção, o meu coração e tudo que ela desejasse ter de mim. Tentava me conter, mas quando me via, me aproximava dela. Primeiro com dúvidas, falsas, em relação à matéria.Mas enquanto minha boca dizia uma coisa, meus olhos diziam outra. Ela respondia minhas dúvidas por completo e sorria para mim, me enfeitiçando ainda mais. Eu já estava louco de amores. Não dormia mais à noite, as outras aulas não me interessavam como antes, e algumas pessoas próximas já comentavam que o meu coração de pedra tinha recebido a flechada do cupido. E era a verdade. Eu amava Carmem, desejava Carmem e respirava Carmem a cada segundo.Era meu vício pensar e desejar mil maneiras de tê-la comigo Mas faltava-me coragem e ousadia para assediá-la inteiramente. Eu era um moleque de dezoito anos, um pirralho para uma mulher tão íntegra, sedutora, maravilhosa. E eu vivia arrasado, amava e sofria por antecedência, pois eu tinha a certeza de que nunca teria os meus sonhos realizados, de que ela nunca me olharia com outros olhos, eu seria para sempre o aluno dedicado de sua aula.

- Uma história triste amigo...

- Ainda não terminou. Ao final do período, meu pai comprou um carro para mim e ia constantemente desfilar com ele pela faculdade. Em uma sexta-feira chuvosa, não fui com os meus amigos para o bar e resolvi ir para a casa. Estava triste naquele dia, eu não teria mais aulas com a minha amada professora. Eu havia passado com louvor em sua matéria, mas algo me corroia por dentro. A gente só sabe a verdadeira dimensão de uma paixão quando não há possibilidade viável de realizá-la. E eu sentia a paixão pulsando pelo o meu corpo inteiro e nada podia fazer para liberá-la. Ao caminho do estacionamento, coincidentemente Eu encontro Carmem. Linda, sedutora como nunca. Aquela calça preta apertada realçando todos os detalhes de suas pernas. Meu coração disparou, meus olhos brilharam. Eu a cumprimentei e ela me retribuiu. Quando me retirava, ela surpreendentemente me pergunta:

“Onde você está indo?”

“Eu estou indo pegar o meu carro”.Respondi tentando disfarçar minha surpresa.

“Você se incomodaria de me dar uma carona? Meu carro está no conserto”.

Um convite irrecusável pra mim, aquela maravilha espanhola pedindo carona com seu sensual sotaque das Astúrias. E ainda tinha uma malícia no olhar, mas preferi não crer nisso na hora. Eu não cri em nada que estava acontecendo no momento. Eu demorei um curto espaço de tempo para achar a resposta certa, parar de tremer e ficar excitado, mas consegui respondê-la:

“Claro que não, me acompanhe”.

Até chegarmos ao meu carro, que estava há uns duzentos metros de distância, conversávamos sobre as notas da turma. Ela sempre puxava assunto, mencionando fulano ou beltrano que estudava comigo e que eu nem sabia que existia. E ela também não se cansava de elogiar minhas notas e meu interesse pela sua matéria. Em seu olhar, Carmem levava um brilho diferente de quando lecionava, uma ansiedade se ocultava em seus movimentos das mãos e no tom de voz, um mistério que me seduzia instantaneamente quando falava. Indagava mentalmente se ela tentava me seduzir. Ela nem precisava me seduzir, eu já estava entregue a seu corpo. Mas eu me mantinha ali, nervoso e excitado, mas tentando me mostrar sensato e correto, e por dentro pegando fogo de desejo pela aquela mulher. Entramos no carro, a chuva aperta um pouco. Resolvo perguntar aonde devo levá-la.Ela põe a mão dela em cima da minha, que estava prestes a engatar a marcha ré, e responde:

“Vou aonde tu quiseres ir, meu niño.”

Uma leve mordida nos lábios enquanto me olhava. Estava a ponto de enlouquecer, mas me segurava. Tudo podia ser apenas fruto da imaginação, eu estava obcecado por ela e podia muito bem estar fantasiando.E eu era bom nisso, porque já tinha tido várias vezes pensamentos promíscuos com ela enquanto andava pela faculdade.A minha mente imaginava ela nua, sendo jogada no banco de trás e fazer amor selvagem com ela até desabar de exaustão e êxtase. Mas me mantinha cauteloso, não queria fazer nenhuma besteira. Afinal, o que ela podia querer comigo, um moleque que tinha acabado de sair das fraldas?

- Muita coisa meu amigo, dependeria da criatividade dela...Mas o que você fez?Você a levou aonde?

- Na hora, não tive a menor idéia do que fazer. Se quando jovens temos um vigor incontrolável, nos falta poder de raciocínio para decidir as pendências com destreza. Idéias surgiam e desapareciam na velocidade da luz. E eu sabia que uma decisão rápida seria crucial para as minhas intenções. Liguei o carro e saí da faculdade. Pensei em algum barzinho por perto, mas não queria ser visto por ninguém. Então pensei em dar uma volta pelo bairro, na esperança de achar um lugar interessante pra gente conversar. Ficava em silêncio, não conseguia imaginar em nada pra falar. E ela ajeitava o cabelo, a sua blusa e me olhava pelo canto dos olhos. Ela acaba percebendo minha indecisão e decide quebrar o silêncio:

“Usted não sabe aonde ir?”

Hesitei um pouco, mas em seguida afirmei com a cabeça dando um sorriso amarelo de vergonha de não ter pensado nada de interessante. Ela sorri com toda a malícia que eu descubro que ela tem. Carmem vira o seu corpo para o meu lado. Olho de relance e vejo o seu decote com os seios fartos saltando. Tento me manter concentrado na pista, hoje é dia de chuva, a atenção é redobrada. Ela chega perto do meu ouvido e me confidencia:

“Sabe... Eu reparei que você sempre olhava para mim com outros olhos na minha aula.”

Nesse momento gelei. Arregalei os olhos, imaginando o pior. E agora como eu ia me explicar, era o que pensava na hora. Eu gaguejava tentando uma explicação, mas Carmem me interrompeu:

“Cansei de ver o senhor olhando para os meus seios. Imagino quando eu me virava para o quadro, para onde o senhor olhava.”

Mais um riso malicioso dela.E eu ficava encabulado a cada segundo que se passava. Eu não pensava em nada para me defender. Não conseguia mentir e contrariar Carmem.Ela sempre soube dos meus olhares indiscretos. Só me restava dirigir com cuidado para algum lugar que me desse à inspiração para ter uma explicação convincente para tudo que estava se revelando em meu carro. Mas a surpresa nasce na fração do segundo que se passou. Carmem com um movimento de absoluta destreza abre o zíper da minha calça e agarra meu membro, que instantaneamente fica ereto e firme. Ela sussurra eroticamente, enquanto me acariciava:

“Eu adoro ser desejava. Você não sabe o tesão que isso me dá, eu fico toda molhada” Ela passa a língua nos lábios. Eu olho de relance os seios dela, louco para beijá-los.Ela me ordena: ”Me leva pra um motel agora, vou te mostrar do que eu sou capaz”.

Eu estava em uma situação surpreendentemente adorável. Dirigindo um carro com a mulher dos meus sonhos agarrada no meu membro. Em um misto de espanto e excitação extremo, não pensei duas vezes e sai loucamente em busca de um motel antes que eu ejaculasse na mão de Carmem. Aquela mão era tão macia, e as grandes unhas vermelhas davam um clima libertino. A boca de Carmem estava inquieta, ora mordendo os lábios, ora abrindo a boca como se quisesse me engolir, e isso me dava um prazer quase tântrico e múltiplo. Cheguei a temer pela minha morte, eu poderia muito bem perder o controle e ir ao céu duas vezes: morrendo e tendo um orgasmo. A segunda opção tornou-se inevitável devido à velocidade de Carmem na execução do ato e do meu prazer exacerbado, quando parei em um sinal há trezentos metros de um motel. Um pequeno gemido envergonhado e meu sêmen estava na mão macia de Carmem e na minha calça. Ela se limpou com um lenço e balbuciou:

“Gostou? Esse vai ser o primeiro de muitos hoje... eu sou insaciável”.

Eu ainda me recompondo psicologicamente e Carmem colocando meu membro pra dentro da calça, me excito novamente. Se só com a mão ela faz isso, imagina com o resto do corpo!Entro rapidamente no motel estava louco para transar com Carmem, que fez a melhor preliminar da minha vida. Pego as chaves do quarto e subo com Carmem aos beijos. Beijos tórridos, lambuzados, para me deixar mais louco de desejo. Ela lambia meu pescoço, dava leves mordidas e sussurrava obscenidades com seu portunhol. Eu estava novamente em ponto de bala. Entramos no quarto, e totalmente possuído pelo os meus instintos sexuais, a jogo agressivamente na cama. Ela aperta um seio contra o outro e grita pra mim:

“Vem me come de uma vez!”

Eu arranquei as suas roupas e a vi totalmente nua. Aqueles seios fartos guardados na blusa escondiam mamilos grandes e acolhedores. Seu quadril curvilíneo, seu sexo me chamavam para possuí-la o quanto antes.Caí de boca naqueles mamilos enquanto introduzia nela. Ficamos horas transando, fizemos todas as posições humanamente possíveis, Carmem era uma profunda conhecedora do Kama Sutra. Fizemos tudo que podia nos dar um orgasmo. Perdi a conta de quantos orgasmos tive e de quantos ela teve também. Cada orgasmo de Carmem era um escândalo, ela proferia palavras em espanhol no timbre mais alto da sua voz. Estava exausto e esfolado, nunca tinha feito tanto sexo em toda a minha vida, nunca tinha sido tão feliz também. Se antes eu estava apaixonado por ela, agora Carmem virou minha doce obsessão. Queria que aquele momento nunca acabasse, que eu pudesse fazer amor com Carmem sem parar. Naquele momento eu achava que ela era a mulher da minha vida.

Carmem fumava um cigarro enquanto eu não conseguia disfarçar minha alegria. Eu custava a acreditar que a mulher que sempre sonhara tinha feito amor comigo por uma tarde inteira. Eu a observava nua, e ainda conseguia ficar excitado, após tantos orgasmos seguidos. Ela percebeu e comenta rindo:

“Eu já não agüento mais, usted é mais insaciável do que eu.”

Ela ria e punha a mão em seu íntimo, como se me proibisse de entrar mais uma vez ali. Mas Carmem era bondosa e novamente pôs a mão no meu membro e o acariciou novamente. Eu estava mais fascinado do que nunca por ela e me declarei como forma de agradecimento as suas carícias:

“Eu amo você Carmem, você é maravilhosa, você fez tudo que sempre quis fazer. Desde o inicio do período eu desejava ficar com você”

“Você me acha atraente?”

“Acho. Faria amor com você todo dia”

“Ótimo. Eu amo fazer sexo e me apaixonei por você também. E meu maior prazer será te dar todo o prazer do mundo pra você, meu querido.”

Ela acelera o ritmo da sua mão e começo a me contorcer de prazer. Ela me propõe:

“É terminantemente proibido professores se envolverem com os alunos. Mas não posso ficar longe de você, então não há outra alternativa senão fugir. Foge comigo?”

“Eu fujo, eu fujo com você pra onde você quiser!”

Respondi ofegante a ela. Em seguida tenho mais um orgasmo e gemo alto de prazer. Ela sorri de prazer e continua:

“Vamos precisar de dinheiro meu amor, bastante dinheiro. Será que você consegue?”

“Eu consigo, eu consigo tudo ficar pra ficar com você. Eu não posso mais ficar longe de você.”

Passei a mão no rosto dela, com carinho, enquanto ela olhava pra mim com a mesma malícia de antes. Eu estava completamente louco por ela. Fiquei cego de amores pela Carmem, era o meu sonho realizado, não queria mais nada na vida. Mas esse foi o meu grande erro.

- Como assim?Ela disse que te amava, nada mais justo do que se entregar a um amor tão bonito...O enredo perfeito para um final feliz.

-Teoricamente sim. Mas a teoria é antagônica aos assuntos do coração. Pensei por semanas uma maneira de conseguir dinheiro. Encontrávamos-nos esporadicamente, passávamos tardes fazendo amor e fazendo planos para um futuro na Espanha.Ela me cobrava uma solução rápida,afinal podíamos ser descobertos. Eu pensava em várias coisas, como pedir dinheiro ao meu pai, ou pegar sem ele saber. Achei arriscado demais, e então tive uma idéia de vender meu carro. Ele estava seminovo, tinha andado muito pouco e em ótimo estado. Rapidamente um comprador apareceu e vendi por um bom preço. Após mais uma tarde fazendo amor com Carmem, conto a ela sobre o dinheiro conseguido. Ela me beija radiante de alegria e me pede eufórica:

“Você me dá o dinheiro, e em dois dias, nos encontraremos no aeroporto. Aí nos hospedaremos na casa de minha mãe e termos vida nova, meu amor!”

Ela monta em cima de mim e voltamos a fazer sexo loucamente.

Saindo do motel, acabo entregando o dinheiro a ela e espero ansiosamente pelo o dia da nossa fuga. Tudo preparado, roupas, objetos pessoais e até uma carta de despedida para os meus pais dizendo o que estava fazendo, o porquê e afirmava que ligaria assim que chegasse em outro país. Meu passaporte estava pronto. Chego na hora marcada perto do portão de embarque ansioso por encontrar meu grande amor na minha nova vida com ela. Olho em todas as direções em busca da minha amada e nada. Um pequeno atraso, normal para uma mulher. Tanta coisa para arrumar e muito normal que ela se atrase. Um inocente engano. Dez, quinze, trinta, uma, duas horas depois e nada de Carmem aparecer. Perdemos o vôo e fiquei preocupado, poderia ter acontecido alguma coisa com ela. Fui até a faculdade em busca da moradia dela. Ela se demitiu e desapareceu. Ligo para sua casa, mas ninguém atende. Sair ela saiu, mas para onde era o mistério. Se eu não obtivesse notícias indo a casa dela, eu procuraria a polícia. Após conseguir o endereço dela, vou correndo para sua casa em busca de alguma notícia. Lá encontro uma porta trancada, e bato na porta do lado. Uma vizinha me informa que ela saiu um dia antes do combinado.Comentara com a vizinha que iria para Espanha com um homem, veio para buscá-la em um táxi. Vou embora com o meu coração partido. Fui ingênuo,fui usado para ela fugir com outro homem,a paixão me cegou totalmente que eu não pude ver o golpe. Minha carteira estava limpa e a alma totalmente desolada.Ela com certeza sabia do meu interesse e sabia que tinha ganho um carro,por isso se aproveitou e me usou.Cai diretinho em sua armadilha...E iria ter sérios problemas com meu pai quando ele soubesse do carro. Estava perdido.

- Amigo...Você deve ter ficado arrasado...

- Fiquei brutalmente arrasado. Ganhei um grande sermão de meu pai.Desisti da faculdade e resolvi seguir o caminho do meu pai que ele tanto sonhava. Por isso estou aqui hoje na burocracia militar, uma patente comprada e uma vida solitária, confortável, monótona.Com certeza tive outras paixões em minha vida, mas nunca me entreguei da mesma maneira que me entreguei a Carmem, nenhuma mulher foi tão avassaladora como ela. Ela me mudou profundamente, eu que era um rapaz sonhador cheio de planos, me tornei um burocrata rabugento e inútil.Seus gemidos de prazer ainda ecoam dentro de mim,mas atualmente até duvido que estes gemidos foram sinceros. Mas nunca esquecerei dela. A paixão que mudou totalmente o rumo da minha vida,pena que para um rumo do qual não me satisfaz.Apenas vegeto e espero a morte chegar aqui. Bem, a hora do almoço terminou, vamos trabalhar que a papelada não pode esperar mais.


OBS:Conto premiado no concurso literário Fórum Maracajá 440 anos.

domingo, 7 de outubro de 2007

Réquiem para um amor

Desfaça esse rosto,
não se descontrole,
É apenas um amor
Que perdeu seu posto,
Abdicando sua prole
Em prol da dor
De um corte exposto,
Em um coração pobre
Daquele singelo calor,
Daquele único gosto
De quem descobre
O verdadeiro ardor
Mas que agora se perdeu,
Porque você escolheu
Matar de fome o amor,
Que de um voltou a ser dois,
Não querendo deixar pra depois,
Engordando o coração de ódio e rancor.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Dançando entre Lírios mortos,o dia da premiação.

No caminho para a bienal,eu pensava em todo o caminho que percorri desde 2000,quando eu resolvi nesse caminho literário sem volta.Nos cadernos que escrevi,nas canetas que gastei,em todos os sentimentos que escrevi,inventados ou não foram sinceros.Lembrei de quando em 2005 eu resolvi que iria escrever um livro de poesias.Em 2005 também que descobri que poesia não vende.Em 2005 decidi bancar o teimoso e publicar assim mesmo.Em 2006,busquei editoras,como registrar minhas obras e eu acabei descobrindo a Fábrica de Livros,na qual me deu toda a ajuda para poder lançar meu livro de forma independente.Gastei dinheiro,tempo,achei que não iria conseguir,mas no caminho para a bienal eu tinha concluido que tudo aquilo tinha valido a pena.Dia 28 de Abril,foi o dia do lançamento do meu livro tão suado e tão querido "Dançando entre Lírios mortos".até o presente momento 72 exemplares vendidos.Amigos, parentes e gente que eu nem conhecia comprou meu livro,bebeu das minhas palavras.Hoje, ao receber as palmas do publico presente do auditório Clarisse Lispector(tinha que ser você Clarisse),meus passos até o palco foi a vitória e a recomepnsa maior por tudo que passei,todas as renuncias que fiz em busca do meu sonho.Esse é o meu segundo prêmio,o primeiro em poesias,coroando Dançando entre lírios mortos como um bom livro de poesia.que vende,devagar mais vende.Tenho que agradecer a todos que de certa forma me aturaram nessa louca empreitada de ser um escritor.Sei que estou conseguindo,e isso é só o começo,apenas o começo da caminhada sem volta literária.


OBS:por problemas no meu computador não consigo passar as fotos pro meu PC.Assim que der eu posto aqui.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Dia 20 de setembro estarei na bienal do livro

Estarei no setor azul stand Fábrica de livros/SENAI-RJ recebendo uma menção honrosa pelo o quarto lugar obtido no II concurso literário da Fábrica de livros, onde concorri na categoria poesia com o livro "Dançando entre Lírios mortos".

Quem puder prestigiar eu ficarei grato de coração a todos.Esse premio é muito importante para mim.Isso coroa o trabalho inciado desde 2005 pra reunir os poemas, editar,correr atrás de tudo sozinho e divulgar o livro.É minha segunda premiação na minha carreira(a primeira foi há um ano atrás) e sei que ainda tenho muito a evoluir para ser enfim,um escritor reconhecido e de qualidade,que é o que mais desejo.

sábado, 8 de setembro de 2007

Cotidiano

Meu único conto premiado até o momento,como faz um ano da minha premiação não custa nada postar de novo aqui.Eis o conto:

O sangue de Ingrid sujava o chão. Se eu soubesse não teria feito um buraco tão grande na barriga dela. Também deveria ter usado uma faca menor, de manuseio mais fácil. Ela quase conseguiu fugir, a danada foi forte enquanto teve forças pra se debater. Se a Ingrid tivesse me ouvido, nada disso teria acontecido, tudo correria na mais perfeita ordem, a minha maneira. Meu erro foi acreditar que um dia as coisas dariam certo. Antes que vocês desistam da minha história, contarei os detalhes logo e aí vocês entenderão e concordarão comigo, se aquela vagabunda deveria ou não estar com barriga aberta e jorrando sangue pelo o chão da minha sala. Engraçado como ela ainda não morreu, ela treme e ainda agoniza, mas iremos aos fatos sem demora.
Ingrid foi a garota mais excêntrica que conheci. Seu aspecto gótico e sombrio era aliado a uma beleza lívida e sedutora. Aquela pele branca como veludo fazia um contraste perfeito com as roupas pretas e seus acessórios de metal. Eu sempre tive o desejo mental de descobrir o que se escondia por trás daquelas roupas todas. Ela foi sempre foi solícita comigo, conversava comigo algumas trivialidades, fumávamos um baseado juntos, mas nunca passou disso por uns meses. Eu ainda era o mais careta do nosso grupo de grunges que rondava pela cidade, me chamavam de velho. Eu devia ser um velhote mesmo, porque eu ainda tentava manter valores, ser alguém na vida. Fumava de vez em quando, bebia de vez em quando, mas nunca fui de passar mal assim como todos os outros meus amigos, levava sempre todos ao hospital com coma alcoólico. Até Ingrid teve um porre no qual eu a ajudei. E foi aí que as coisas passaram mudar. A simples atração contida se revelava. Entre vômitos, soluços, tonteiras e desmaios de curta duração, tivemos algumas conversas desinibidas, contei a ela meu sentimento de vê-la nua. Era uma festa de um amigo nosso, estávamos trancados no banheiro. Ela nem hesitou e arrancou a blusa preta mostrando seus seios fartos para mim. Um mamilo rosado me deixava louco de desejo. Também tinha bebido um pouco e roubei um beijo ardente dela. Transamos ali mesmo, no meio dos vômitos, garrafas e baseados fumados pela metade que residiam no local. Foi inesquecível. Aquilo ficou na minha mente e meu medo dela ter esquecido se dissipou quando ela me beijou e me agarrou na frente de todos no dia seguinte. Estava realmente feliz, tinha conseguido uma mulher peculiarmente incrível, na qual o submundo fazia-se uma constante de vez em minha vida. Muito sexo, drogas e Rock’n Roll. Eu estava cada vez mais apego ao estilo de Ingrid, e a tudo que ela me proporcionava. Aos poucos fui deixando de ser o velho para ser o mais alucinado do nosso grupo. Comecei a beber demais, a fumar muito mais baseado e a transar muito mais com Ingrid. Ela era o meu novo vício, eu queria tê-la o tempo todo. E já demonstrava certos sinais de ciúmes, normal em qualquer relação. Mas fiquei muito mais enciumado quando entrou um rapaz novo no nosso grupo que assim como eu se encantou pela beleza mórbida de Ingrid. Mas ele não entendia que ela tinha dono e ficava assediando, rondando a presa vagarosamente. Eu alertava Ingrid, mas ela achava que era apenas um ciúme bobo. Só que aos poucos fui percebendo qual era intenção de Ingrid. Sem querer acabei ouvindo uma conversa de Ingrid com outras amigas, dizendo que a monogamia era uma coisa antiquada e obsoleta. Isso semeou a semente da discórdia em meu peito. Tudo fazia sentido, ela correspondia os afetos do babaca, mas quem estava sendo feito de babaca era eu. Resolvi por um ponto final nessa história e conclui que se Ingrid não fosse só minha não seria mais de ninguém. Fumei uns três baseados pra abrir minha mente e decidir qual seria a melhor maneira de mostrar a ela que relacionamento aberto comigo não tinha vez. Chamei-a para vir aqui em casa, disse que tinha algo pendente a resolver. Ela não demorou muito e se demonstrava preocupada, pois logo veio perguntando o que era. Fui direto ao ponto e falei sobre o caso que mantinha com o outro cara. Ingrid desconversou e perguntou de onde tinha tirado isso. Tola, achando que podia me enganar mais uma vez, resolvi ser mais agressivo e bati nela. Ingrid tinha o pavor nos olhos e somado a sua gótica beleza me excitou e resolvi Possuí-la a força, rasguei suas vestes pretas entrei nela feito um animal. Ela gritava chorava se debatia, mas eu não tinha pena e ficava mais excitado. Quando mais ela se mexia e gritava pedindo para parar mais eu me excitava e tive assim o melhor orgasmo da minha vida. Ela soluçava enquanto eu me levantava da cama. Fui para cozinha para comer alguma coisa. Ingrid estava em choque e não fugiria agora. Preparo um lanche no capricho com bastante queijo e presunto pra ter disposição para outra. Esse negócio de macheza me fez sentir um novo homem. Eu ouço barulho da porta do quarto se abrindo. Ingrid estava fugindo, com as roupas rasgadas, seminua, em desespero. Ela me chamava de monstro e que fugiria e contaria tudo à polícia.Eu fiquei triste por ela nunca ter me amado, e falei que nunca ela amaria mais alguém. Fui até a cozinha e peguei a faca que cortei o queijo. Ela ainda estava besuntada de maionese, mas enfiei na barriga dela assim mesmo. Um grito seco de Ingrid, e ela ainda tentava fugir. Tirei a faca e enfiei mais duas vezes, ela gritou mais forte e no terceiro ela caiu e está no mesmo lugar onde a vejo agonizar por uns três minutos. Eu aprecio meu sanduíche que parece estar mais gostoso apreciando esse maravilhoso espetáculo da morte dominando um corpo tão lívido e fúnebre...Ingrid, eu amarei você a vida inteira, mesmo que você nunca tivesse me amado e escutado meus planos. Acho que agora ela morreu, não a vejo respirando há uns vinte segundos, vou ver tevê agora.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Catedral - Enquanto o Sol Brilhar

nova canção do catedral,inspirada pelo o poema de Mário Quintana "canção do dia de sempre"

Relatório do mês

Nesse período mensal tivemos a 92 visitas ,6 a menos que no mês passado.tivemos visitas internacionais da cidades de Lisboa e Porto de Portugal;Nova York e NovaJersey em EUA;Zurique na Suiça e Briminghan na Inglaterra e no brasil as cidades de Natal,Porto Alegre,Curitiba,São Paulo, Recife,Belo Horizonte,Salvador e meu Rio de Janeiro.agradeço a tods que visitaram de coração.

Bem apreciem a jornada não tenho tido tanta inspiração pra postar aqui mas prometo trazer algo novo aqui.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Ser sozinho

Aprender a ser sozinho.
Mais um novo aprendizado para mim.
Fazer parte dessa legião é um novo desafio.
Eu tenho que aprender a ser só.
Acabo de desistir.
A procura pela metade acabou
Admito que sou em eterno carente,
E continuarei assim
Quero morrer só e ficarei assim então
Tenho que aprender que a solidão
É meu estado de espírito
Não precisarei mais de ninguém
Para ser feliz.
Eu nasci para este lugar
E o melhor é me isolar
E esperar o corpo falhar
E perder o brilho de outrora.
Tenho que parar de me magoar, tenho que ser só.
Por que assim estou.
Agora resta a pergunta que fica na mente.
Por quanto tempo resistirei?

Condição

Eu queria escrever tudo
Que é abstrato em uma canção,
Mas não sei distinguir
O que é abstrato ou não.
Eu queria falar de amor
Igual ao poeta singular.
Mas só convivi com a dor
E não aprendi a amar.
Eu queria delatar as injustiças
Da nossa nação.
Mas não posso,
Pois sou injusto como cidadão.
Eu queria redimir meus erros
E pedir perdão.
Mas não sei onde errei,
Não tenho noção.

Antes que em deixes na mão,
Vou impor uma condição:
Quero conversar,
Ter alguém com quem falar,
Mesmo que ainda assim,
Essa pessoa minta para mim.
Se eu por acaso errar,
Promete que vai me contar
E dizer o que faço para acertar.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Sobre as tragédias

Lamento muito por esse gravíssimo acidente do voô JJ7053,o Brasil lamenta.Mas lamento também pelas as pessoas que morrem nas estradas por imprudência, as balas perdidas que atingem inocentes,a miséria e a fome, essa geração que se encontra é a mais mediocrata que se existiu em toda história brasileira,pois nunca vi tantas palavras para a resolução de problemas e pouquísimos atos de ação.
Lamento muito por esse desastre aéreo,por todas as pessoas que perderam seus familiares,mas lamento também por todas as tragédias que acontecem todos os dias em várias famílias talvez até do nosso lado e que achamos coisas comuns.Lamentar e exigir mudanças apenas nesse caso é sensacionalismo puro.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Quem visitou o blog

Graças às maravilhas do google,posso saber mais sobre os meus visitantes ilustres
e no periodo 15 de junho-15 de julho tivemos 98 visitas!ohhhh pra quem pensava q isso era morto,até que tá bom né?

Um singelo agradeicmento as cidades de:Rio de Janeiro,São Paulo,Belo Horizonte,Brasília,Curitiba,Passo Fundo,Fortaleza,Salvador,Recife
e as visitas internacionais de Braga e Lisboa em Portugal;E MontainView,CA EUA.

procuras do google que levaram ao meu blog:

-Tudo sobre batismo com fogo - Isso deve ser macumba,nada contra mas essa não é minha praia.

-Autor do livro "batismo de fogo" - Não fui eu.Esse nome tá clichê já.

-poemas batismo - o pessoal gosta de um batizado poético hein?

-quero te dizer q te amo em uma carta - Até achei bonito essa procura,essa frase tá me martelando mais cedo mais tarde sai um poema sobre isso.


até mais

Marcos Antônio Filho

domingo, 8 de julho de 2007

Entrelinhas

Falo o que penso,
Escrevo o que sinto,
Só caras como eu
Tem filosofias de vida como essa.
O mundo ainda é pouco para mim
E isso me revolta.
Será que existe mais do isso?
Será que terei que continuar a ver
O chão debaixo dos meus pés sumir
E dar lugar a esse breu interminável?

A vontade de me matar
Cresce verso após verso.
E eu esqueci as palavras
Que diria para você.
Eu até substituiria por frases clichês
Se eu não te amasse tanto.
E o pior é que não posso te ter,
Apenas esperar diante
Dos obstáculos que você fez.
Quisera eu enfrentar
Todos que interferem no nosso amor,
No nosso cotidiano.
Mas agora não posso me mover.
Fui jogado aos leões
E enquanto não os vencerem,
Não posso crescer, te amar, nem te fazer feliz.
Que Deus me ilumine.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Se fosse possível

Se fosse possível
Desejaria chorar em seus braços,
E que sua mão afagasse minha face,
E que assim voltássemos as boas de outrora,
Sinto tanto por seu amor agora...

Se fosse possível
Retiraria esse amor de desgraças
E poria o seu amor lívido
Para bater unicamente em meu peito
Queria me retratar e fazer o que é direito.

Se fosse possivel
eu te buscaria de seu leito de descanso
e retomaria nosso romance
ao rumo perdido por brigas tolas
brigas tão sérias e ao mesmo tmepo tão bobas...

Se fosse possível sonhar outra vez
Mas não tive escolhas nesse devaneio meu
Comentendo erros e te magoando mais uma vez
Minha alma infantilmente se perdeu.

domingo, 17 de junho de 2007

Túnel do nada

Por que quer me levar pro túnel do nada?
Se eu não vou achar respotas pra nada?
Seus esforços inúteis não servem de nada!
Minhas coisas fúteis não troco por nada,no túnel do nada!

Desejos,
Tão contidos que chegam a dar medo...
Segredos,
Revelados como fotografias.

Não adianta falar,nem te fazer entender.
Já que o amor é uma coisa sem graça prá você.

Como uma mentira se torna falada?
Como uma mluher nunca pôde ser tocada?
Sua indecisão parece piada
Querendo me sugar ao seu túnel do nada.

Meu comentário:Desejos tão contidos que chegam a dar medo...adorei esse verso.nem sei qual foi o motivo de eu escrever esse poema,não lembro...
Preciso de um arqueólogo pra achar alguns poemas em meu quarto.Achei alguns jurássicos do tempo em que eu comecei a escrever letras de musicas,poeminhas etc.As rimas são bem batidas mas tem algo que se salva de todo mal.Vou postando aqui aos poucos,vou dar uma selecionada,mas o interessante é ver o que eu sentia na época,eu era um molecote que achava tinha vivido muito mas na verdade não tinha começado.Nem comecei ainda,com meus 22 anos.Quero saber quando vou começar de verdade.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

A quem interessar possa

Desculpem por não postarem coisas felizes nos dias dos namorados.Não ligo pra datas comerciais,principalmente esta,pois nunca tive uma namorada nesse periodo de Junho.(seria conincidencia ou sorte?)Bem a todos um feliz dia dos namorados,e q não esperem apenas um ano ou no aniversário de namorado que ama seu namorado(a).Todo dia é dia dos namorados.Sejam felizes.Tristeza não tem fim,felicidade,sim.

terça-feira, 12 de junho de 2007

Van Halen - Not Enough

Amar alguém naturalmente,
Amar alguém fielmente,
Amar alguém igualmente,
não é o bastante,
não é o bastante,
não é o bastante.

Que seja melhor assim

Eu vou compor pra esquecer você,
Fazer um livro pra te entender,
Sinto algo de errado no meu coração.

Fui um bobo ao tentar te querer,
Depois eu nada pude fazer,
Fiquei sozinho então.

Acabei vendo este triste final,
Eu vi as coisas acabarem mal.
Saí derrotado do seu jogo.

Podia ter sido especial,
mas você, com seu jeito banal,
resolveu brincar com o fogo...

Não vá se arrepender,
talvez não esteja aqui pra te socorrer...

Se alguém me perguntar
Aonde anda você,
Eu vou deixar pra lá,
Não quero nem saber

Se alguém me perguntar
O que vai ser de mim,
vou partir pra outra enfim,
Que seja melhor assim.



Letra de uma musica que eu fiz.

domingo, 3 de junho de 2007

Canção dos desesperados

Ainda há preconceito
Incurtido em cada senso comum.
Com repulsa e desrespeito
Não vamos a lugar algum.

À lugar algum caminhamos
Rezando para santa ignorância.
O progresso que desejamos
Está se acabando em ganância.

Em ganância chafurdamos,
No final do túnel existe luz?
O trabalho que dignificamos
Na verdade é nossa cruz.

Cruz esta carregada
Por nós que esperamos a vinda
Da paz tão desejada,
Crendo que a salvação surja,ainda.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

as inspirações de alguns poemas de Dançando entre Lírios mortos

A quem interessar possa,algumas das insiprações dos meus poemas serão reveladas:

Ansiedade(pág 44): Tava saindo de uma fossa, afirmando veemente que não ia cair em outra,mas já estava procurando outro amor.Mal sabia na época que cair na fossa e arranjar um amor eram praticamente a mesma coisa.A primeira estrofe na minha humilde opinião é um dos meus melhores versos.

Impossível te esquecer( Pág 72): Quase não entrou no livro, porque não gostava muito desse poema.Aliás são pouquissimos poemas que gosto da minha fase ingênua.Esse depois de lê-lo várias vezes consegui recaptar a magia nele perdida pra mim,mas achada por várias pessoas.Ele é a mais pura descoberta do amor inocente.O que me inspirei?No meu primeiro amor óbvio,o nosso amor mais puro...

Balada do difícil amor(Pág 23): Queria escrever sobre um amor impossível.Talvez pela inveja de não ter sentido um até então.estava "devorando" vários livros de literatura de cordel,Nélson Rodrigues(Lendo "Os sete gatinhos" me inspirei e escolhi uma prostituta como protagonista.Isso também revela minha admiração por elas,o trabalho mais difícil e fácil que se tem notícia.tenho alguns contos antigos que sempre arranjo um jeito fazer um aperosnagem prostituta) vendo uns epísodios do Mickey que o narrador fazia versinhos pra contar histórias, bati tudo no liquidificador mental e saiu isso.Nelsinho(homenagem à Nélson Rodrigues) nada mais é que uma personificação minha da época.Dezoito anos e pau mandado dos pais(Agora tenho minha liberdade,mas minha mãe ainda fica no pé ainda...rs),sonhando com meu amor impossível.Às vezes acho que prevejo o futuro em meus escritos...

Renovação (pág 109): A inspiração se deve a música "Enquanto houver sol" dos Titãs. E no final digo pra buscarem a sua renovação, por que eu estou buscando a minha,por que por mais mais aplausos e felicitações que recebo pelo livro não gostei totlamente dele.Ainda tenho muito o que melhorar porque acho que ainda não acrescentei nada a história com ele.Foi apenas um batismo de fogo.Vamos ver agora no que vai dar.Enquanto isso me renovo.

Segundos sábios em décadas ignorantes (pág 87): O poema mais psicodélico do livro,parece que usei alguns tipos de ácido pra escrever isso...A inspiração veio das musicas de protesto do System of a down, e fiquei inspirado em fazer uma crítica sobre a alienação das pessoas, a mídia, a televisão, e a mim mesmo(é estou criticando a mim mesmo no poema,leiam e procurem aonde!) .A novidade ficou pela a maneira que escrevi o poema,com cada segundo represetando um pensamento de protesto.Minha ideia foi como se cada segundo fosse um eu-lírico que pensa de uma maneira diferente de que pensava antes.E Eu estou incluído entre esses eus-líricos(É quando me critico).


bem se depois isso interessar a alguém de novo,posto a ispiração de mais alguns poemas meus.

(In) Conformismo

Conforme-se, a crueldade está somente nas pessoas.
Conforme-se,o amor não basta.
Conforme-se,apodreceremos no mesmo chão.
Conforme-se, tem gente que só sabe o desejar o mal
Conforme-se,apequene-se,encolha-se.

Conforme-se,ninguém se satisfaz com as coisas boas.
Conforme-se,nem o tempo mais se arrasta.
Conforme-se,o cotidiano é uma prisão.
Conforme-se,o homem já escreveu seu final.
Conforme-se,desdenhe-se,ignore-se.

Ajeite-se no incomodo de ver
Que as coisas não parecem ser o que são.
Tenha o conforto de que errar na forma
É mais aceitável do que na intenção.

Ajeite-se no incomodo
De ser o que não é.
Tenha o conforto de que a vida é fatal
Quando se peca por excesso ou por falta de fé.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Nunca te fiz um poema

Não é o bastante
Crer que o amor foi
O melhor infortúnio de nossas vidas?
Nunca fiz um poema pra te exaltar,
Pois sempre te exaltei pessoalmente.

Em nenhum instante
Você ousou pensar que de mal entendidos
Foram feitas as despedidas?
Nunca fiz um poema pra te lamentar,
Guardo o lamento no peito latente.

Que se fosse interessante
Acabar com essa história
Eu não ia querer sua partida?
Nunca fiz um poema com nossos votos de amor
Por achar que eles ficariam eternamente entre a gente...

mudanças

uma mudança de layout pra as coisas ficarem mais limpas em meu blog e cansar menos(ou mais)as vistas do meus 3 leitores....E não será somente uma mudança de layout,vou postar alguns poemas novos,embora alguns não mereçam(Até agora 44 exemplares vendidos,vamos lá pessoal,meus poemas são um ótimo presente de dias das mães!)

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Vendas do livro

Bem,quem estiver interessado em adquiri-lo, venho lhe informar a unica forma para tê-lo(por enquanto).Comigo. Bem aos que puderem passar na loja onde trabalho e comprar em mãos o endereço: Rua Dias da Cruz 74 lja D Méier Só me procurar em qualquer horário,estarei lá. Agora quem não puder ir ao meu trabalho comprar,contacte-me,que resolvo: marcos.antoniofilho@gmail.com
(21)9107-0260
O LIVRO CUSTA 17 REAIS
Agradeço desde já a todos que ao menos leram.

Marcos Antônio Filho

domingo, 29 de abril de 2007

O primeira vez a gente nunca esquece


Todos entenderam o porque de meu humilde blog ter ficado inativo,né?ontem foi o lançamento do meu primeiro livro de poesias,"dançando entre Lírios mortos", embrionado neste blog do trovador de ilusões.é foram 2 anos e meio projetando esse livro,fazendo mudanças,alteraçoes,levando não de algumas editoras e enfim bancando em parte essa empreitada a fim do sucesso,ou melhor do reconhecimento que é mais importante.A todos que compareceram meu muto obrigado,aos que ajudaram mto também, sou sinceramente grato a todos que de certa forma tiveram influencia na realização desse lançamento.postarei as fotos do lançamento aqui,quem visitar o blog,deixe seu comentário sua impressão do livro,que ficarei mto grato em ouvi-lo.
Quem quiser o livro amanhã postarei aqui como fazê-lo.
Obrigado a todos,


Marcos Antônio Filho




















segunda-feira, 16 de abril de 2007

Marcos Antônio Filho por Marcos Antônio Filho

nome completo: Marcos Antônio da Silva Filho
nascimento: 27/01/1985
signo: Aquário
mora no: Méier,Rio de Janeiro
Livros publicados: "Palavras das letras",coletânea com o conto "cotidiano"(2006) e "Dançando entre Lírios mortos",poesia(2007)
O que prefere escrever,contos ou poemas:varia do estado de espírito,atualmentent eprefiro escrever contos,mas algumas poesias saem também nesse período.
Livro preferido: Romance é "Dom casmurro" do machadão;contos "Laços de família" de Clarice Lispector e poesia,"20 poemas de amor e uma cançao desesperada" de Pablo Neruda
De onde surge a inspiração: Ela surge do nada,às vezes de algo que aocntece comigo,ou que sinto,ou coisas que acontecem ao meu redor,o escritor tem que ter a sensibilidade suficiente pra captar os insitantes do cotidiano que ninguém vê.
Amores: Estou sozinho,Estou enamorado com o meu trabalho
Filme:Vários filmes me marcaram é dificil dizer um só pra um cinéfilo da sessão da tarde...rs,mas seriados o meu preferido é C.S.I
Ator: Tom Hanks
Atriz: Juliana Paes(amo essa mulher)
Música: Atualmente estou ouvindo doidamente Titãs e do Van Halen,além de várias bandas que admiro
Sonho:Viver só da minha arte
Sonho de consumo: Morar sozinho
Medo: De morrer sem ter aproveitado ao máximo minha vida,sem ter deixado minha marca nas pessoas
Erro: De ter sido imaturo as vezes com pessoas que eu amava,e agora eu as perdi.
Qualidade: Sinto que sou um excelente amigo,meus amigos sempre recorrem a mim quando precisam de ajuda,isso deve ser uma qualidade.
Defeito: Egoísta às vezes(mas quem não é egoísta nessa merda de mundo?),impulsivo e temperamental
Proximos projetos literários: Tenho alguns contos,tenho ovntade de lançá-los mas não agora..prefiro colocá-los em alguns concursos literários e tentar consolidar meu nome aos poucos neles.depois quem sabe o livro?
Frase: Atualmente é"Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração"Sergio Britto
O que mudaria em você:Tiraria um pouco dessa timidez e tentaria ficar mais articulado
Um recado aos que visitam o blog:Posso contar nos dedos os que visitam,sei que posso ter a vida toda ter apenas pouquísismos leitores,sei posso ser reconhecido apenas depois de morto,esse pode ser meu único livro,mas tenham a certeza de que não desistirei.Espero que todos comprem o livro porque assim todos vão conhecer um pouco mais quem sou eu,o que se passou dentro de mim de 200 a 2005,meus amores,minhas dores,minhas alegrias e minhas desiluções.Não tenho dúvidas de que um poema pelo menos,vocês vão ler e vão se indentifcar.obrigado.

quarta-feira, 28 de março de 2007

O meu amor ainda está comigo

Alguém noticiou em uma esquina
Que o meu amor tinha morrido.
E que confirmou ter assitido
O pobre amor desfalecer na sua trsite sina.

Ao saber fico chocado e estarrecido
Vendo meu amor virar fofoca
Tenho a certeza de que ele ainda toca
O peito sofrido,ele ainda está comigo.

Quero que a poesia apodreça
Se eu estiver a mentir.
A esquina continua a proferir
Calúnias amororsas,impedindo que eu a esqueça

Sujeito triste e sem amigo
Este que aos gritos cala meu sentimento
Ingenuo, pois eu sei o que está aqui dentro
Do meu peito sofrido,o meu amor ainda está comigo.

segunda-feira, 26 de março de 2007

Dançando entre Lírios mortos

poema que batizou o meu livro
prestem atenção no poema,que haverá promoção com ele...

Eu vivo assim.
No limite da loucura,
Em busca da sabedoria.
Eu vivo assim.
Limpando a minha alma impura
Cultuando a melancolia.
Eu vivo assim.
Mostrando ingenuidade
Nutrindo sentimentos tortos.
Eu vivo assim.
Procurando a felicidade
Dançando entre Lírios mortos.

Eu vivo assim.
Tendo idéias brilhantes
Diante de todos os fracassos.
Eu vivo assim.
Perdendo instantes
Programando meus passos.
Eu vivo assim.
Chorando sozinho
Por andar entre corpos.
Eu vivo assim.
Estou seguindo meu caminho
Dançando entre Lírios mortos.

Eu vivo assim.
Aceitando a minha dor
Que revolta minha rotina.
Eu vivo assim.
Agindo com torpor
Ao que passa pela minha retina.
Eu vivo assim.
Morrendo em cada segundo
Solitário como os velhos portos.
Eu vivo assim.
Versando a fúria do mundo
Dançando entre Lírios mortos.

quarta-feira, 21 de março de 2007

28 de abril:Dançando entre lírios mortos

só pra constar meu livrinho está com adata de lançamento pronta!só alguns acertos do local e logo lhes direi...mais detalhes na comunidade do meu livro
abraços

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=27471521

domingo, 18 de março de 2007

batismo de fogo IV

o acreditaMais um da série,vamos agora com a amiga Gah...q resoveu se aventurar na poesia e estou postando seu belo poema.
Agora q virei editor vou editar os poemas de todo mundo e ganhar um dinheiro...rsrsrsrs brincadeira...espero q vcs gostem,pois eu gostei muito
eis o poema:

Só você e capaz de me fazer chorar
Como eu nunca chorei por ninguém
Isso pode ser um privilégio
Ou até mesmo um sacrilégio
Mais pra você parece não importar

As lagrimas escorrendo em meu rosto
E delineando cada curvatura por onde passa
Pode mostrar quão grande e meu sentimento
E que estou triste e amargurada por dentro

Sou apenas mais uma nessa vida
Que te ama e te cobiça
Você e meu maior tesouro
Que se que não tive a chance de esconder

Parece ser simplesmente coisa de adolescente
Mais não é porque sentindo isso me vejo mulher
E te procuro pelos cantos precisando encontrar
E te vejo a esquina dobrar a se escondendo de mim

Não da para perceber que eu amo você?
Ou você finge não entender e me deixa a mercê
Me da uma chance de te mostrar
Que por você sou capaz de sorrir
Mesmo estando amargurada e sendo castigada

Não me deixe só
Nesse mundo em que em ninguém se pode confiar
Fique junto a mim
E me mostre a felicidade

Me diz ti amo
Como sempre em meus sonhos te vejo dizer
Me diz ti quero
Que eu respondo que pra sempre vou amar você

Eu me sinto tão simples
Ao ponto de me esquecer
E só lembrar de mim
Quando me vejo sofrer

Eu só quero que saiba
Que meu sentimento e verdadeiro
E que ninguém um dia vai te amar
Como eu te amo e pra sempre amarei...



Gah...

domingo, 11 de março de 2007

A falta que corroí

Você faz falta na minha vida.
Você faz falta no meu cotidiano.
Você faz falta nas minhas conversas,
Você faz falta em tudo que eu faço.

A saudade é inigualável.
Você faz falta até na minha poesia.
Sinto demais a sua falta.
E infelizmente tenho que aceitar,
A nossa história acabou.
Eu queria reescrever o final
Mas isso é impossível sem você.
Seja muito feliz sem mim.

quinta-feira, 8 de março de 2007

Banda Catedral-Eu Amo Mais Você

A verdade e transparente no mirar da tua retina minh amenina impossível não te amar...eu amo mais você do que eu

sábado, 3 de março de 2007

Um coração

Rosas,
Deram o seu perfume a ela.
A lua,
Deu o seu misterioso e belo semblante a ela.
O mar,
Deu seu maior encanto a ela.
E eu,
Dei meu coração como a prova de amor a ela.

Ela é o significado da ternura,
É tudo que eu sonhei.
Maravilhado com tanta beleza,
Chego a pensar que não mereço amá-la.
Ainda tento esconder esse sentimento,
Mas não consigo, não sou ator.
Tenho um desejo e sonho com ele,
O de ter o coração dela,
Assim como ela tem o meu.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Coração sem ação

Tão bobinha...essa é dos primórdios do trovador de ilusões. perdão estou há algum tempo sem escrever algo novo

Meu coração sem ação
Ouve uma falação.
Quem são? Quem são?

Meu coração sem ação
Percebe a inquietação
De quem? Quem?

Meu coração sem ação
Pergunta a razão.
Quem são? Quem são?

Meu coração sem ação
Sofre com exatidão
Por alguém. Quem?

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Leitura Dinâmica para os Intelectuais

UMA PEQUENA BRINCADEIRA QUE LI EM UM FÓRUM E ACHEI INTERESSANTE POSTAR AQUI,UMA PEQUENA SÁTIRA AOS LONGOS(E BELOS) ROMANCES DA LITERATURA MUNDIAL

Bem, sei que a vida moderna não deixa tempo para a leitura de bons livros. Assim, envio-lhe o resumo de clássicos da literatura que muito ajudarão a engrandecê-lo culturalmente.

1) Leon Tolstoi: Guerra e Paz. Paris, Ed. Chartreuse. 1200 páginas.
Resumo:
Um rapaz não quer ir à guerra por estar apaixonado e por isso Napoleão invade Moscou. A mocinha casa-se com outro.Fim.

2) Marcel Proust: À La Recherche du Temps Perdu (Em Busca do Tempo Perdido). Paris, Gallimard. 1922. 1600 páginas.
Resumo:
Um rapaz asmático sofre de insônia porque a mãe não lhe dá um beijinho de boa-noite. No dia seguinte (pág. 486, vol. I), come um bolo e escreve um livro. Nessa noite (pág. 1344, vol. VI) tem um ataque de asma porque a namorada (ou namorado!?) se recusa a lhe dar uns beijinhos. Tudo termina num baile (vol. VII), onde estão todos muito velhinhos - e pronto.Fim.

3) Luís de Camões: Os Lusíadas. Editora Lusitania.
Resumo: Um poeta com insônia decide encher o saco do rei e lhe contar uma história de marinheiros que, depois de alguns problemas (logo resolvidos por uma deusa super gente fina), ganham a maior boa vida numa ilha cheia de mulheres gostosas.Fim.

4) Gustave Flaubert: Madame Bovary. 778 páginas.
Resumo: Uma dona de casa mete o chifre no marido e transa com o padeiro, o leiteiro, o carteiro, o homem do boteco, o dono da mercearia e um vizinho cheio da grana. Depois entra em depressão, envenena-se e morre.Fim.

5) William Shakespeare: Romeo and Juliet. Londres, Oxford Press.
Resumo: Dois adolescentes doidinhos se apaixonam, mas as famílias proíbem o namoro e as duas turmas saem na porrada, uma briga danada, muita gente se machuca. Então, um padre tem uma idéia idiota e os dois morrem... Romeo toma veneno e Julieta se apunhala com a adaga de Romeo.Fim.

6) William Shakespeare: Hamlet. Londres, Oxford Press.
Resumo: Um príncipe com insônia passeia pelas muralhas do castelo, quando o fantasma do pai lhe diz que foi morto pelo tio que dorme com a mãe, e cujo homem de confiança é o pai da sua namorada. Esta se suicida ao saber que o príncipe matou o seu pai para se vingar do tio que tinha matado o pai do seu namorado e dormia com a mãe dele. O príncipe mata o tio que dorme com a mãe depois de falar sobre uma caveira, e morre assassinado pelo irmão da namorada, a mesma que era doida e que tinha se suicidado.Fim.

7) Sófocles: "Édipo-Rei" - Tragédia Grega. Várias edições.
Resumo: Maluco tira uma onda, não ouve o que um ceguinho lhe diz e acaba matando o pai, comendo a mãe e furando os olhos. Por conta disso, séculos depois, surge a psicanálise que, enquanto mostra que você vai pelo mesmo caminho, lhe arranca os olhos da cara em cada consulta.Fim.

8) William Shakespeare: Othelo.
Resumo: Um general otário, tremendo zé-ruela, que ocupava um cargo de governador do Chipre, tem um amigo muito sacana que só pensa em fazê-lo de bobo. O tal "amigo" não ganha um cargo no governo e resolve se vingar do general, convencendo-o de que a sua mulher está corneando com outro. O zé-mané acredita e mata a mulher. Depois descobre que não era corno, mas apenas muito burro por ter acreditado no traíra, e se suicida. O novo governador prende o traíra, tortura-o e executa-o.Fim.

Você economizou a leitura de pelo menos 7.000 páginas e R$ 500,00 em livros!!!Não precisa me agradecer.


Por tarrafa123

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

você não está aqui (letra de musica)

*Feita em 27/01/07...no auge dos meus 22 anos...

A minha vida é andar vagamente
Lembrando os erros que eu fiz anteriormente
Correndo sempre atrás da palavra certa
Passando e saindo pela a porta aberta...
você não está aqui...

às vezes o meu jeito é tão desleixado
Ignorando as coisas que estão meu lado
Eu deveria estar bem mais presente,
Pedir desculpas por meu jeito inconsequente...
você não está aqui...

são tantas coisas que eu busquei te falar
mas você duvida e vai custar acreditar
não foi assim que desejei
meu amor eu te esperei
pode me culpar tanto assim
mas não fica longe de mim...

você não está aqui...
você não está aqui...
(eu Queria você aqui)

domingo, 21 de janeiro de 2007

Musicas que amo -Banda Catedral-Nosso Amor

Pra quem não conhece e nunca ouviu,essa é uma das minhas bandas preferidas,me inspirei ouvindo essa musica já(e já curti fossa tb com ela)
apreciem

sábado, 20 de janeiro de 2007

O Outono Melancólico de Varsóvia

Não é necessariamente um poema foi uma musica que fiz com o meu amigo Daniel Rivillini, então deixo a letra asqui pro pessoal.Enjoy

Somos jovens
E já nos preocupamos,
Com o que sentimos,
Com o que gastamos.

Somos safos
Mas não podemos relaxar,
Temos que arrumar emprego
E passar no vestibular.

REFRÃO
Qual o nosso segredo?

Talvez nem nós saibamos,
O jeito certo de sentir medo,
O que nós realmente amamos.

Qual o nosso segredo?
De encarar a vida de frente,
Em tudo colocar nosso dedo
E achar que ninguém pode com a gente?

Somos felizes
Mas sempre tem um porém:
A gente faz de tudo
Pra poder ficar com alguém.

Somos assim,
Fazer o quê?
Pelo menos não caímos
Na mesmice de não viver.

Qual o nosso segredo?
Talvez nem nós saibamos,
O jeito certo de sentir medo,
O que nós realmente amamos.

Qual o nosso segredo?
De encarar a vida de frente,
Em tudo colocar nosso dedo
E achar que ninguém pode com a gente?

O trovador de ilusões

Não há metade para este elemento ímpar no mundo,
A procura inútil de uma outra metade que foi destruída
No imenso vazio da existência,
Uma vida vivida e resumida como
A poesia perfeita de amor que foi escrita
Com todas as palavras,E uma lacuna vazia em seu final.

sábado, 13 de janeiro de 2007

Espero-te

Espero-te,
O tempo que for.
Quero-te,
Para aliviar esta dor,
Que não cessa enquanto você não chega.

Espero-te,
Sou o mais paciente do mundo.
Amo-te,
Em cada segundo,
Vejo-te,
Em um sono profundo
Que eu não ouso perturbar.

Espero-te,
Acompanhado da solidão.
Sinto-te,
Muito próxima do meu coração.
Venero-te,
Desobedecendo a razão.
Eu só penso em você.

Somes, não dá notícias,
Brinca comigo, faz de mim o que bem quer.
Eu não me importo,
Eu sei que você vai me procurar,
Por isso eu continuo a te esperar,
Pode ser pelo o resto da minha vida,
Mas tenho a certeza que eu terei você um dia.

I will miss you tonight

Era mais um suspiro de saudades, combinados com os passos de volta pra casa. Mais um dia sem seu amor.Quisera tanto a liberdade, tivera e sentiu o qual amargo seu gosto. Queria seu amor de volta, mas ele está longe, queria ter a coragem pra dizer de seu arrependimento, que a vida havia dado uma rasteira e ela vira o quanto o amava... Cometera um erro tão infantil na busca desenfreada pela a ambição de bem sucedida profissionalmente, e falhara na sua área sentimental. Uma leve garoa climatizava sua rua, deixando com uma brisa de outono a estação primaveril. Seus passos eram apressados, não pela chuva, mas sim pela a vontade orgânica de chorar em sua cama, o único lugar que ela confiava seu choro, tão contido por um dia inteiro de um trabalho exaustivo e monótono, que outrora fora gratificante. Quisera ela ter esse prazer de novo, de trabalhar e ter o seu amor ao lado dela...Maldita escolha! Perguntava-se o porquê de tê-lo abandonado. Andava agora mais rápido, quase em ritmo de marcha atlética, querendo se teletransportar até sua cama quentinha e acolhedora, mas ainda faltava uns três minutos de caminhada nesse ritmo acelerado...Mas ela não se contia em si, o aperto no peito era muito forte, ia acabar chorando pela a rua, pagando um mico tremendo...Finalmente seu apartamento era no próximo quarteirão.

Já não se agüentando de dor nas pernas ela chegou, via secretária eletrônica piscando, avisando q tinha uma mensagem. A curiosidade prevaleceu diante da tristeza, ela desviou o caminho do quarto apertou para escutar a mensagem que dizia:
“...Oi, bem..Não sei como te dizer isso, e complicado encontrar palavras, mas é preciso. Você precisa ser forte, porque seu ex-namorado cometeu suicídio...O seu enterro vai ser...”

Um grito agudo de sofrimento interrompeu a audição da mensagem.

domingo, 7 de janeiro de 2007

batismo de fogo III

Ando inspirando muita gente sabe, primeiro o Vinícius, depois a Rossana e agora A srta Lidianne Matiello( gostou do sobrenome artístico?) foi a proxima a fazer uma poesia lendo meus textinhos....Se alguém ficar conhecido cobrarei direitos autorais, ok? Espero que todos gostem, eu gostei, pelo o simples fato de inspirar alguém já me dá muito satisfeito,pelo menos não passei em branco como escritor/poeta.

Marcos Antônio Filho

O poema:


Se aproxima o dia...
Em que diremos...nossa até quem enfim...
Esta chegando o momento de dizer estamos só eu e você.
O dia se aproxima, momento especial sei que é inesquecível mesmo sem saber.

Se aproxima o dia...
Em que serei levada as nuvens por ti, em que sentirei teu corpo queimar a minha pela
Em que beijarei tua boca de uma forma que você jamais esquecerá
Em que tocarei teu corpo com o desejo mais profundo e sincero
Em que falarei ao teu ouvido que este momento é único, que é realmente você quem comanda meu corpo,
É você quem me deixa ardendo de amor.

Se aproxima o dia...
Em que acordarei leve e querendo mais de ti
Em que pensarei na noite passada, em que posso gritar e provar do teu amor
Em que posso sentir realmente o verdadeiro prazer do amar
Isso e muito mais se aproxima...

Lidianne Matiello

Os olhos do rato [microconto]

Ele me olhou nos olhos.Havia medo e pavor naqueles olhos negros. Acuado no canto da sala, a rapidez de seus olhos indicavam que queria uma brecha para a fuga e policiava meus movimentos com medo de alguma reação brusca do meu porrete. Senti pena, um ser frágil, que deveria ter se perdido ou saído em busca de comida e acabou frente a frente comigo.Ele olha pra mim, como se pedisse pra que fosse misericordioso. Tento não me sensibilizar e levanto o porrete pra atingi-lo, mas com dó, vacilei e o rato corre para o quarto do meu filho, de seis meses.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Minha nova casa


Ano novo, casa nova!

Aqui estou eu mudei de ares,uma renovação é sempre bem vinda,né? Bem, o blogger é mto mais funcional do que o Blig, que apesar de algumas reclamações gostei muito de ter meu blog hospedado lá...tudo que foi postado lá, está aqui devidamente na ordem em que postei, em 2 semanas vou excluir o blog antigoo e em breve o template do blog vai estar parecido com o meu livro(veja a capa ai em cima)...Aguardem o lançamento, agora falta muito pouco pessoal...

Não me abandonem me visitem sempre, mesmo enrolado vou fazer o possível pra sempre postar algo novo aqui, muito obrigado por todos os comentários e incentivos,agradeço a todos de coração


beijos e abraços

att

Marcos Antônio Filho

Ah!Menina

Ah! Menina,
Por que não queres sair da minha mente?
És um adorável dilema para mim.
Fico embasbacado comigo mesmo
Inventando desculpas para estar do seu lado.
Estrelas do meu céu,
Deêm-me forças para resistir
A tentação em forma de menina.

Alguém me explique
Por que fui me envolver assim.
Por que a quero tanto?
Só mesmo ficando isolado
Num canto, para tentar obter respostas
E parar de pensar na loucura
De te roubar um beijo.

Não sabes o que estás fazendo, menina.
Estás resgatando minha inocência.
Quero andar de mãos dadas contigo,
Como se fosse minha primeira namoradinha.

Ah! Menina,
Se soubesse que está virando mulher,
Se já soubesse o que quer,
Eu não teria mais chances de te conquistar.

Auto de Páscoa

Tinha descido do morro pra resolver as contas com um devedor. Consumiu a droga, tinha que pagar, ou morria. Sua 9mm engatilhada e escondida debaixo da sua camisa para a polícia não pegar. Ele caminhava despreocupado, as pessoas do morro tinham um certo respeito por ele.Alguns moleques da favela tinham-no como ídolo, pois ascendeu rapidamente na quadrilha e no tráfico. Ele era o cobrador da boca. E era sempre muito difícil ele voltar com o dinheiro, a maioria dos devedores pagava com a morte, a tortura eram os juros cobrados.Na saída do morro, ele foi abordado por um rapaz que trabalhava na igreja ali perto, uma das requintadas da cidade, que sequer imaginava o que aquele menino iria fazer:

- Menino, você quer ajudar a nossa igreja e participar do nosso auto de páscoa? Queremos só os meninos da favela encenando. Daremos cestas básicas a todos.

Ele pensou, coçou o seu queixo, puxou seus fiapos de barba, e aceitou o convite. Sempre tivera a vontade de representar, mas a vida não deu tempo pra sonhar, apenas para encarar a realidade que batia a retina.Semana que vem é a páscoa. A sua avó se orgulharia dele, por encenar uma passagem bíblica. Ele já se imaginava no papel de Jesus Cristo.Faria de tudo para conseguir o papel, tudo mesmo. Ele se inscreveu e foi procurar o devedor, afinal o trabalho vem primeiro, a diversão depois.

Conseguiu uma folga com o gerente, que era seu amigo, para poder ensaiar. Ouviu algumas brincadeiras, mas relevou. No ensaio as funções foram distribuídas e nosso amigo acabou recebendo o papel de Jesus Cristo, como ele desejava. Encarregado de preparar os garotos no auto, o rapaz da igreja que se mostrou muito simpático quando fazia as inscrições, mostrou a todos no ensaio o que realmente era: Um tremendo de um racista. A cada erro, ele gritava e cobrava muito de todos os meninos como eles se fossem atores profissionais.Depois ele resmungava uns insultos inaudíveis, mas com certeza era sobre a cor da maioria dos meninos, inclusive de nosso protagonista, que pensava que ele não gostava de negros, quem teve a idéia de que esse auto deveria ser feito com os meninos da favela?

- Como vocês sabem, esta é uma igreja muito tradicional, a elite da zona sul vem rezar aqui. Então resolvemos fazer o auto de Páscoa com vocês, para que eles vejam a realidade e possam ajudar a todos os necessitados. – Explicou o padre, muito mais legal que o rapaz racista.

Três dias depois, e muitos ensaios idem, os meninos conseguiram encenar com a perfeição digna de iniciantes nas artes cênicas.O Rio de Janeiro todo soube do trabalho social que aquela igreja da zona sul estava fazendo através de jornais e da televisão. E na sexta-feira santa a igreja ficou com todos os bancos preenchidos, as portas tiveram que ser fechadas. A alta sociedade católica esperava ansiosa por este momento. Todos os meninos ficaram nervosos, afinal era uma responsabilidade muito grande para meninos que uma semana atrás estavam com os pés descalços nos valões, soltando pipa ou trabalhando para o tráfico. E qualquer erro, rapaz racista ia ficar falando merda o tempo todo. E nosso herói, além da interpretação, tinha uma bela surpresa para a tão caridosa sociedade católica.

A missa começa e o padre inicia a missa como planejado, na hora da homilia, o auto seria encenado.Depois trinta minutos de louvores, os meninos são chamados...Todos bem caracterizados com as vestes do tempo de cristo. Em fila indiana, eles entram vagarosamente sob uma salva de palmas. Nosso amigo é o ultimo da fila, com uma expressão serena, mas um olhar muito observador diante do que ocorria.Todos os meninos ficam em seus lugares e o racista de merda começa a narrar. Mesmo com o nervosismo de todos os novos atores, o auto seguia perfeitamente como ensaiado até a hora de Jesus repartir o pão e o vinho. Levantando o cálice, nosso amigo percebe com tamanha fé que é observado. Era como se aquele menino fosse mesmo Jesus. Ele se enojou com o tamanho da hipocrisia deles, que admiram o menino preto que encena Jesus e ignoram o menino preto que vende bala na rua, cheira cola por que não tem o que comer e dorme debaixo da ponte. Aquilo acendeu sua fúria tão temida por todos no morro onde morava. Ele resolveu a sua surpresa, a sua querida 9mm compartilhada de sua irmã gêmea, uma em cada mão de nosso amigo. Ele anuncia o assalto e o clima de fé e paz é substituído por medo e apreensão. Taí a realidade que eles queriam, ele pensou. Agora ele poderia dar à sua avó uma boa páscoa, natal, ano novo, carnaval, tinha muito dinheiro nos pescoços das madames.Todos continuam em um clima de pânico e ele dá um tiro par ao alto e avisa que quem falar agora morre, ele tem muita munição com ele.O rapaz que havia organizado tudo continuou a esbravejar:

- Eu falei que preto era uma merda! Mas não quiseram me ouvir, acreditaram que esses pretos er..

O rapaz foi interrompido com um tiro certeiro na cabeça. Nosso herói estava com ele na garganta há tempos tanto que logo em seguida pronunciou que todo racista tinha que morrer. Ele puxa uma sacola e pede para dois meninos recolherem as jóias. Ao ver que um coroinha tentava abrir sorrateiramente a porta, foi impedido por dois tiros um na mão e outro na perna. O garoto se contorcia de dor no chão enquanto ele gritava pra todos ficarem quietos e entregarem seus pertences. A mira dele era realmente incrível, ele tinha um dom para atirar com precisão. E isso tudo com apenas quatorze anos.Ele observa todos os presentes e avisa que sabe que tem delegados no local e avisou que se alguém esboçasse um movimento, estava morto. Um deles não acreditou e sacou a arma:

- Tu vai morrer preto filho da puta! – Logo em seguida foi alvejado na cabeça e morreu instantaneamente.

Enquanto as pessoas da família estavam sujas de sangue, miolos e estavam em choque, os meninos entregavam as bolsas abarrotadas de dinheiro e jóias. Ele divide um pouco com os outros, que precisam do dinheiro mais até do que ele.Ele faz dois disparos e foge pelos os fundos da igreja. Antes de sair, ele vê sua imagem de cristo na cruz, se benze e se vai.

Ele volta para o morro correndo loucamente, a sua sorte também era a proximidade da igreja, umas três quadras do morro. Ele já articulava um plano de fuga, pois sabia que a policia iria procura-lo para entregar a sua cabeça em um prato para a sociedade. Ele vai até a boca trocar as jóias com seu amigo gerente e se preparar com muitas armas e munição com o que estava por vir. O gerente se demonstrava preocupado com seu amigo e oferece ajuda:

- Quer que eu junte um pessoal pra apagar os policia?

Ele disse que não precisava, ele resolvia sozinho. Pediu desculpas por trazer desordem e insegurança a favela que ele amava. O gerente entendeu e desejou boa sorte:

- E vê se não vai morrer, você vai ser o chefe disso tudo aqui, porra.

Ele pegou o dinheiro, disse que ia fazer o possível e pediu pra que o pessoal da quadrilha se escondesse, porque a coisa iria esquentar muito. Ele partiu pra sua guerra particular.

A polícia já estava à procura do meliante desde a madrugada. Fora um grande disparate contra a sociedade que os acolheu. Alguns meninos que encenaram junto com ele foram pegos e forçados a falar que tudo fora um grande plano minuciosamente planejado pelo o garoto que matou duas pessoas e feriu uma. Eles nem sabiam se aquilo era um plano mesmo, nem sabiam que ele era um traficante. Mas foram fichados como cúmplices e armas foram apreendidas com eles, armas que foram plantadas com eles para mostrar que eles deram uma falsa cobertura ao menor assassino. A mídia pressionava e plantões entravam no ar a todo o momento no rádio e na televisão. Jornais preparavam edições extraordinárias, alguns editores de jornais aristocratas e diretores de televisão tinham comparecido ao auto e presenciado a barbárie do menino que enfurecido roubou e matou dois inocentes...A opinião pública fora muito bem manipulada e o queria vivo ou morto, justiça tinha que ser feita e as mortes tinham que ser vingadas. Era um absurdo que esse garoto tivesse destruído duas famílias e ficasse impune. A repercussão disso se estenderia muito ainda, e os policiais assim que descobriram de que morro o menor vivia foram com os seus melhores homens em busca daquele pequeno matador. O mais forte armamento foi destinado a prender vivo ou morto um garoto de quatorze anos, a captura mais esperada do ano.

Ele sabia que não estaria seguro por muito tempo por muito tempo. O dia já estava claro e tinha que sair daquela casinha afastada da favela no alto do morro. Eles sabiam que arruaça aqueles policiais filhos da puta estavam fazendo lá embaixo, entrando nos barracos de trabalhadores, e destruindo o pouco que têm. Ele tinha que sair dali porque lhe incomodava demais isso, se ele pudesse mataria todos eles por não respeitar os trabalhadores que vivem no morro, que eles acham que são bandidos só porque são pretos.O sol já tinha raiado, ele resolveu sair dali e descer pra cidade e ver as coisas no morro se acalmarem.Ele começou a correr, pois com aquele mato alto que rodeava aquela parte do morro era impossível andar. O cansaço bateu rapidamente, tamanha era a dificuldade de se locomover. Em meio à correria, lembrou-se que era sábado de aleluia. Ele ouve um disparo e a bala passa zumbindo no seu ouvido esquerdo. Ele se deita rapidamente no mato e calcula a distancia onde o policial está. Aproximadamente dez metros ao sudeste. Ele se levanta e dispara dois tiros certeiros vitimando o policial, que nem teve tempo de reagir. A velocidade de raciocínio do moleque era incrível. Ele soube a localização do policial apenas pelo o barulho do disparo e por onde a bala passou. Agora ele teria que correr muito mais rápido porque a troca de tiros com certeza atraiu os outros policiais. Ele estava certo, pois veio uma saraivada de tiros em sua direção ele nem podia se virar para atirar, pois ficaria vulnerável, o jeito era atirar sem olhar pra trás apenas com a mão direita descarregando o pente da 9mm enquanto a mão direita preparava a granada que foi arremessada logo em seguida. Antes de ouvir a explosão da granada ele sentiu uma forte ardência nas costas.Um grito seco. A granada explode e ele é arremessado para frente enquanto três policiais foram atingidos.Ele acabou caindo milagrosamente em uma erosão escondida no meio do mato, ele rola uns cem metros e ao cair fica imóvel para não ser descoberto. Os policiais que sobraram continuaram seguindo e não encontraram mais o menino. Ele escapou deles, mas talvez a morte não lhe daria chances pra escapar.Ele levou o tiro na altura do rim direito, e o ferimento não parava de sangrar, ele era muito grave.Sua vista começou a rodar, suas pálpebras pesaram e ele acabou se rendendo com a disputa com o seu corpo.

Domingo de Páscoa. Todo sos veículos de comunicação noticiam a morte do assassino do auto de Páscoa. A policia não conseguiu encontrar o corpo, perdera mais dois policiais, e outros estavam em estado grave. Um teve a perna amputada. As jóias não foram encontradas, mas a morte do garoto acalmou os ânimos, o seguro pagaria as jóias perdidas...Justiça foi feita e o caso que chocou o Rio de Janeiro foi encerrado.

No mesmo dia, uma senhora alheia a tudo isso se preparava pra cear sozinha. Tinha acabado de voltar da missa em uma capela do morro e colocado o frango no forno quando ela ouve um barulho vindo da sala. Tinha alguém além dela dentro de casa. Ela vai até a sua sala e se depara com uma bela surpresa para a senhora:

- Meu neto! Vem cear comigo! Fiquei preocupada você sumiu há dois dias.

Era ele mesmo, o moleque agonizou, mas não morreu. Bastante sujo e ferido, ele recusa o convite de sua avó, explica o que aconteceu nesses dois dias e lhe dá o dinheiro das jóias. Mas ela recusa:

- Esse dinheiro é sujo. Você matou muitas pessoas para consegui-lo.

Ele insiste, dizendo que só assim ela sairia daquele barraco do morro e poderia viver com a dignidade que ela merecia, sem depender da aposentadoria furreca que ela recebia do governo. Ela se manteve irredutível e se preocupou com o ferimento dele:

- Você está ferido, deixa eu limpar isso para você...

Ele diz que está tudo bem, que pra ela não se preocupar, não era grava e ele já teve ferimentos piores. Ele resolve deixar o dinheiro em cima da mesa, para a sua avó fazer o que bem entendesse com ele. Ele toma a benção e se vai, diz que não pode ficar lá porque ela corre perigo com ele ficando lá. Mesmo sujo e ferido e sentindo dores insuportáveis, ele foi cumprir o seu destino. Ele havia entendido o por que de aquilo tudo, essa idéia de roubar aqueles ricaços, a fuga espetacular. Ele se sentia o arauto do morro miserável, que fora escolhido para escancarar a guerra silenciosa do povo do asfalto e o do morro com disparos de ódio. Alguém precisava combater a elite gorda e hipócrita, banaliza a caridade, usando como marketing próprio, apenas para ter uma boa imagem diante da população ignorante. Ele entendia que era hora de encerrar sua missão, eclodindo essa guerra civil que as autoridades eufemizam. O sol estava forte e as crianças brincavam de bola e de amarelinha sem se importar com o moleque sujo e ensangüentado que passava por eles. Andando devagar por causa das dores, ele desceu o morro, dobrou algumas esquinas e finalmente chegou na delegacia.

Desarmado, ele adentra na delegacia assustando todos, que sacam rapidamente suas armas. Alguns acham que se tratava de alguma assombração, já que ele foi dado como morto. Ele levanta os braços em sinal de rendição e o delegado vai prende-lo pessoalmente e o leva para uma cela especial, onde só tinha uma pequena janela de onde vinham os poucos raios de luz que iluminavam o local. Havia um gancho no teto e o menino foi colocado pela as algemas por ali. O delgado pega pó seu cacetete e diz em um tom ameaçador:

- Filho da puta, você matou meu melhor amigo na igreja, você estourou os miolos dele na frente da família... Agora vamos acertar as contas. E o melhor é que ninguém vai te salvar, todo mundo acha que tu tá morto.
- Não é com você que eu vou acertar as contas. – disse o jovem olhando com esperança o sol pela pequena janela.