Dançando Entre Lírios mortos,Livro de poesias de Marcos Antônio Filho(Fábrica de livros,15 Reais)
maiores informações em marcos.antoniofilho@gmail.com ou no próprio blog

domingo, 23 de março de 2008

Velha angústia

Velha angústia
Se mantém anárquica
Finge que some.
Ressurge.
Insurge contra mim.

Velha angústia
Vive à custa
De dor alheia
Incendeia.
Alimenta a solidão.

Velha angústia
De amores mal vividos,
Palavras reprimidas.
Doloridas.
Não terá fim?

Velha angústia
Ajeite-se
Deite-se
Em libertinagem e melancolia.
Plantada no meu coração.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Verdadeiro Amor

Acredito que o verdadeiro amor
Seja aquele que consome as entranhas
E faça o mais instintivo desejo aflorar.
Que escreva sua história Tortamente às linhas paralelas.
Que doa pungemente ao coração ressequido
Por três palavras idiotas
Que quando a boca rebervera
O som do coração,a fé se cega
E a dor se assemelha a paz.
Quando o sexo deixa de ser máquina
E se torna espiritual.
O cais se lota de navios longínquos
Que a morte tão temida,será ignorada,
Que o tudo se construa a partir do nada
Diante dos olhos incrédulos
Que seja o verdadeiro amor o ingrediente
A faltar na vida de tristes cidadãos,
Que rezam por medo de experimentar
Algo de que foram ilusoriamente privados
De um amor verdadeiro,e puro
Feito de sol e cheiro azul
E gosto de gente desconhecida.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

A Questão

O que seria da vida sem as coisas erradas?
sem o mau caminho a molestar
A índole das pessoas de bem?
Teria graça a vida se não existisse
A sordileza das más ações?
A idolatria ao achincalhamento ao próximo?
O corrompimento dos cidadãos?
Que marasmo seria a vida
Se concluíssemos que a sociedade teria jeito?
Que se mudássemos faríamos
Um mundo melhor para os nossos filhos?
Ora,convenhamos!
De que valeria a vida
se não houvesse algo a ser estragado?

sábado, 22 de dezembro de 2007

Ciprestes e estrelas

Um dos meus poemas Ciprestes e estrelas,foi batizado com o quadro de Van Gogh com esse mesmo nome.Sempre fui admirador dos quadros de Van Gogh,existem os quadros mais conhecidos,mas esse foi o que sempre me atraiu.Talvez sejam pelo o sol e lua separados pelo o cipreste, ou das estrelas que nunca achei nesse quadro...
Para quem não leu ou não lembra,Ciprestes e estrelas é um poema típico de amor,do primeiro ao último verso.Eu o resumo como a saga do "cavaleiro romântico" em busca de sua grande amada.Ele também tem um dos versos mais bonitos na minha humilde opinião e é o que resume o ideal do "cavaleiro":

"Nem a dor nem a doença serão capazes de me parar diante dos pés da derrota"

Quem quiser ler o poema ele está aqui

sábado, 8 de dezembro de 2007

Imagine-Jonh Lennon



8 de Dezembro de 1980 Jonh Lennon foi assassinado.Nada mais justo do que homenagear um dos caras mais fodas que já existiu.

2 anos de blog

Há dois anos surgiu o blog.A idéia era finalmente me aventurar e mostrar minha poesia para as pessoas.Eu hesitei no ínicio,mas dei a cara à tapa.Tive boa aceitação de amigos,conhecidos e de alguns desconhecidos também,que me deixou muito lisojeado.As postagens eram quase diárias,eu escrevia poemas feito louco e ainda tinha os que eu tinha feito antes.Resolvi postar meus contos e também resolvi participar de concursos literários com mais frequência,já que por medo eu me esquiva de muitos deles.A idéia do livro amadureceu, e eu resolvi lançar meio que independente,indo com a cara e a coragem novamente.Em agosto de 2006 tive a minha primeira premiação.e tiv eno final de 2006 a certeza de que 2007 seria um ano crucial para as minhas pretensões literárias.2007 veio e em 28 de Abril eu tive a felicidade de lançar o meu primeiro livro de poesias,"Dançando Entre Lírios mortos".Tive a felicidade de vender 76 exemplares.E o melhor foi repercussão dos meus poemas.Muito gostaram, se identificaram,até choraram com meus poemas e o que me fez ter muito orgulho da minha obra que eu batalhei tanto,que foi tão difícil de conceber pela minha inexperiência em editar um livro.E Dançando entre lírios mortos acabou me presenteando com uma menção honrosa e a entrega foi na bienal do livro.um auditório cheio. Palmas.Reconhecimento.Algo tão inimaginável quando comecei a rabiscar meu cadernos com meus pensamentos em 2000.20 de setembro,outra data importante em minha vida que não vou esquecer e vou fazer questão de que não seja a última.E tudo começou nesse blog, quando o trovador de ilusões começou a pelegrinar pela internet e ver que as ilusões que cantava aos errantes,se tornara realidade.Esse foi um ano difícil,por causa do meu trabalho e por causa do lançamento do livro,tive muitas turbulencias e esse blog foi deixado de lado.Porém nunca foi esquecido,e nem será já que ele não tivesse existido,eu não teria vivido as experiências que fizeram ser o que sou hoje.E 2008 virão muitas conquistas por aí e terei ainda muitas postagens a fazer muitas coisas para criar.Minha maior alegria é saber que isso é apenas o começo da caminhada.

Agora aos que ainda não têm meu livro, os cinco primeiros que postarem aqui levam "Dançando entre Lírios mortos"autografado,mas só se colocarem NOME E EMAIL.É minha humilde retribuição,queria poder dar mais algumas coisas mas não pude planejar muito e então vai minha cria pra vocês cuidarem.

Marcos Antônio Filho

domingo, 2 de dezembro de 2007

No ralo do banheiro

É o convívio da dor
Que corrompe caráteres.
É o cheiro do sexo
Invadindo os lares.

É a destruição da vida,meu bem.

Com seu quebra-cabeças
Se perdendo no ralo do banheiro
Aniquilando a esperança antes
Que alguém aniquile primeiro.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Mergulho

Mergulhemos.

Saltemos a um mar envolto de incertezas.

Mergulhemos

E desçamos em apnéia,

Guardemos o escasso ar nos cinzentos pulmões.

Mergulhemos.

Manteremos os olhos abertos,

Vejamos a diversidade,

Apreciemos tão silencioso habitat.

Mergulhemos

Mais fundo ainda!

Não se amedronte,

Temos ar suficiente.

Não é o mar magnífico?

Não é a vida magnífica?

Mergulhemos

Até nossos rostos roxearem,

Preciso me sentir parte desse mar...

Mergulhemos mais...

Não... Por que voltas?

Espere que ainda não vimos o melhor!

Nosso sopro de vida desaparecendo,

A sombra da morte se aproximando

Em total silêncio...

Por que apenas só eu desço?

Por quê?

Minha derme já não sente mais o mar gélido,

Ele agora se assemelha ao calor maternal...

Mergulhemos,

Ao inevitável dissabor da fatalidade,

E nos afogaremos perdidos em nossas ilusões.