Dançando Entre Lírios mortos,Livro de poesias de Marcos Antônio Filho(Fábrica de livros,15 Reais)
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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Não existe mundo ideal

No meu mundo, você sabe que eu te amo.
nele, eu posso seguir seus passos,
posso ver o mundo inteiro no seu olhar.
posso ser eu mesmo sem as amarras que uso,
Posso dizer as palavras que sonhou escutar.

Nesse mundo, posso me fazer acreditar
posso crer que tudo belo, que ainda é lindo sonhar
Posso crer que estarei com você.
e posso amar você, sem qualquer interferência.

No meu mundo você acorda ao meu lado todo dia.
No meu mundo eu não sofro em silêncio,
nem em demasia.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Eu e a poesia


Eu e a poesia,
A poesia e eu,
Somos cúmplices,
Somos culpados,
Somos inocentes,
Somos inimigos,
Somos mentes do mesmo crime
E nos deleitamos de sangue
Das nossas palavras.

Eu e a poesia,
A poesia e eu,
Somos loucos,
Somos desvairados
Somos ousados
Somos difamados
No tribunal da vida,
Onde a prisão é perpétua
E o verso é algema.
Eu e a poesia,
A poesia e eu,
Somos cores
Somos sabores
Somos odores
Somos leitores
De nossa própria tragédia.
Ser poeta é cruel

Eu e a poesia,
A poesia e eu
Somos um
Somos mil
Somos tudo
Somos nada
Galgados no mistério
Do habitáculo dos poemas
Vivemos nos contorcendo,
Nos amando e esquecendo
Que se eu e a poesia
Vivermos mais,
O papel não apodrecerá,
E a vida se regenerará!

Repost em homenagem ao dia da poesia.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Quarta-feira de cinzas

Confetes e sepentinas ao chão
Também cerveja e vômitos por aí
Misturado a sangue de uma confusão
Mais trabalho pra limpeza dos garis.

Chega-se a hora da verdade
Quem é rei perde a majestade,
Volta a ser oprimido quem tem liberdade,
Vão sentir falta da promiscuidade,
Da alegria forjada da mocidade,
Que acha que tudo é felicidade,
Ilusão barata que alimenta a sociedade.

Deixemos de festança!
Amanhã aturaremos o chefe ranzinza,
Já acabou-se há tempos a apuração.
Chega da falsa esperança,
Já são quarta feira de cinzas,
Acorde pra vida, folião!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Mocinho ou vilão?


Mocinho ou vilão?
Qual é o papel de Cada um de nós?
Quem deixou nosso futuro morrer sem dó?
Quem foi o responsável, quem disse
Que era impossível continuar?
Se no dissabor da relação,
Fomos tão egocêntricos,
Tão preocupados em estar certo,
Se o certo era ser feliz?

Assassino ou vítima?
Quem na nossa história vai encarnar a personagem?
Fomos tão infantis
Depois de tudo que foi feito
O carinho se espalhou no vento
Perdido sem ao menos ter um guia,
O amor sumiu enquanto você partia.

Vampiro ou presa?
Quem sugou o amor e cuspiu na pia?
Não adianta mais conjeturar
Somos distantes, imateriais
Sem mais nada a dizer
Melhor viver e esquecer
Apagando os rancores,
Tendo as boas lembranças pra enaltecer.

domingo, 24 de outubro de 2010

Quadrado e redondo

Viro a mesa
Não me escondo
Tantas cores sem certeza
Muito quadrado pra pouco encaixe redondo
Pouca escuridão pra muita vela acesa
Muita dúvida pra pouca certeza
E eu aqui fico no sapatinho,
Esperando o momento certo,
Mesmo acorrentado de perto,
Os malfeitores ficarão sozinhos,
Sem direito a carinho,
Pois sem melodia não há canção,
Sem surdo não há marcação,
Sem idéias não há evolução
Sem respeito não há relação.

domingo, 3 de outubro de 2010

Acima das nuvens

Acima das nuvens quero estar,
Quando o mundo me chatear
Quando o mundo não entretiver,
Quando o mundo entediar

Acima das nuvens quero estar,
Pisando em chão de algodão,
Sentando em nuvem pra ver amanhecer
Fechando os olhos pra elevar coração.

Acima das nuvens quero estar,
Debaixo olho as coisas pequenas,
Acima estou a recorrer
A Deus, sobre coisas terrenas

Não há melhor lugar
Pra quem quiser entender
Que Deus artesão esteve a moldar
Um mundo que acima das nuvens
Parece bonito de morar,
Que de perto fica ruim
Com dores e tragédias, enfim,
É acima das nuvens que quero ficar!

domingo, 26 de setembro de 2010

Mensageira da morte

Eu espero.
É um lugar escuro.
Meus iguais estão comigo,
À espera do pior.
Qual será o futuro ao sair daqui?
Que mal faremos?
Nosso destino é cruel.
Temos dentro de nós a síntese do ódio.

O primeiro estampido.
É ensurdecedor.
Uma de nós se vai.
Pra onde terá ido?
Em que lugar parou?

Segundo estouro.
Já se acostuma com o som surdo.
Minha vez está perto.
Fadado ao mesmo destino de todos
Que estiveram aqui.

Terceiro.
Eu sou a próxima.
É hora de fazer a única coisa que sei.

Disparo!
Disparo e ganho a liberdade!
Minha velocidade é vertiginosa,
Não consigo me desviar,
Estou indo pra onde me apontaram!

Vou ao encontro certeiro
De algo duro,
Mas estraçalho-a com facilidade!
Estou dentro de algo de novo,
Cinzento, e macio
Foi um impacto muito forte
Acho que ficarei por aqui
Acabei de transformar
Esse um ser em uma massa sem vida.
O corpo
C
  A
     I
       Deitado e morto.

Eu cumpri meu objetivo.
Mas quando será que as outras
Não vão precisar atingir nossos objetivos?

Quando deixaremos de existir como
Mensageiras da morte?

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Ousadia


Se a loucura fez o berço pra dormir,
Porque andar com os braços dados,
Tendo a razão como conselheira,
Pra por os pés onde sempre se pisa?

O vanguardismo foi o que fez seguir,
Sem crer nos futuros projetados.
Céticos não cruzam a fronteira
Do que se tem e o que se idealiza.

Força e fé seriam o bastante
Se algo mais não levasse adiante:
A tão estimada ousadia!

Nunca negue que é confiante
Senão seu sonho minguará no instante
Que a coragem for domada pela apatia

terça-feira, 27 de julho de 2010

Desconfiança


De todos eu desconfio
Eles podem conspirar contra mim
Que pela frente eles dizem sim
E por trás dizem que estou por um fio

Faço apenas o uso da observação
Quem pode começar a rebelião?
Todos são suspeitos, todos no mesmo calvário
Todos tem culpa, mesmo provando o contrário!

Agora meu parceiro é a paranóia
Todo homem virou inimigo
E rejeito a quem falsamente me apóia

Fugirei do que antes era abrigo
Posso morrer afogado abraçado com a bóia
Mas matarei sem dó, quem se dizia amigo!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

أغلق عيني الى الأبد


(Não é virus não, somente quis escrever o nome do poema em árabe já que o título é tão comum e piegas, assim dá um toma mais misterioso ao mesmo. N. do A.)

Feche meus olhos para sempre
Não me deixe mais ver
Mais nada que não mereça
Ser visto
Cegue-me e faça-me esquecer
Antes que eu esqueça
De um dia ter existido

Feche meus olhos para sempre
Estou farto de enxergar
Tanta injustiça,
Rancor e amargura
Tanta gente a criticar
E se abraçando à vil preguiça
Escorraçando a pobre ternura.

Feche meus olhos para sempre
A menina de coração selvagem,
Não virá e não restará
Esperança
A Tão longa viagem
Não perdurará
Até o fim da maldita dança.

Feche meus olhos pra sempre
Meu bem, se viver é seguir o sistema,
Prefiro continuar com o problema
De ter um coração mequetrefe a ditar
Os meus rumos tão inglórios
Amor te imploro, feche para sempre meus olhos.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

No Caminho da vida


No caminho da vida, sentei e esperei
Respirei a poeira dos outros
Que continuavam a caminhar.
Eu parei.
Vivenciando o sentido certo
Por escolher um caminho sem realizações
Eu chorei.
Por amar e seguir,
E na incompreensão do meu ser,
Eu sofri.
E de tantas pedras que tropecei
E não cai,
Eu me orgulhei.
Com o dedão dolorido
Com o futuro indefinido,
Eu Fraquejei.
Olhando o caminho percorrido
E vendo as alternativas que eu podia ter seguido
Eu pensei.
Foram tantos erros e acertos,
Tantas decisões ainda a tomar
Eu balbuciei.
Que viver e sofrer são íntimos
E que a felicidade é parente distante
Eu ratifiquei
Que é loucura morrer por caminhar demais
Sem se firmar em lugar nenhum
Eu esperei
Tomar um fôlego
E no meu caminho da vida, eu seguirei.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Túmulo de Tristezas


Não morra sem antes
Visitar seu túmulo de tristezas.
Deixe flores,
Faça suas melhores preces,
Deseje um bom descanso
As dores que cumpriram fielmente seu papel
De atormentar sua alma paupérrima,
Que teve receio de sentir coisas novas.
Desconfiaste de boas pessoas,
Creste nas pessoas erradas,
Remoa sua consciência.
Acabarás concluindo que tudo é perda de tempo.
Jogue a logo a pá de terra derradeira no túmulo
E comece a cavar o seu próprio,
Pois quando conseguir enterrar suas tristezas,
A força da vida terá se acabado,
E a hora de você descansa em leito eterno,
Finalmente em paz.

sábado, 28 de novembro de 2009

Essência

Não vou fazer da força, alarde.
Da vida,só vou fazer parte
Do que me convir.

Não vou falar de amor a esmo,
melhor ser eu mesmo
para o que há de vir.

Não vou chorar sobre o túmulo,
remoer a dor é o cúmulo
de quem deixa a vida partir.

Não vou aguardar a morte
Tenho fé e conto com a sorte
de o meu fim demorar a me sorrir.

Não vou guardar o papel vazio,
no meu talento eu confio,
use-o quando o bem lhe servir.

domingo, 8 de novembro de 2009

O Castelo está ruindo


O Castelo está ruindo,
O que fazer?
O peito está ferido
E o sangue corre limpo
Como vencer?
Se os esforços não são sentidos
Se o castelo é invadido
sem ninguém pra socorrer.

O Castelo está ruindo.
Como deixei esquecer
De ter um alicerce estruturado,
Ter o poder imantado
Não teria deixado os inimigos felizes a vencer
Devia ser mais preocupado,
Perceber onde estava errado
Enxergado que eu não quis ver!

O castelo está ruindo
E o sonho está prestes a ceder
Sem chances de ser alarmada,
A lágrima escorre a cara
Sem ter tido permissão pra descer.
Se a paz tão desejada,
Transformou-se em guerra armada,
A chama do ódio continua a arder!

O Castelo está ruindo
Hão razões pra entender?
A faca na carne corta,
A dor não mais importa,
Resta ter a honra de morrer!
Arombam a porta,
E o sangue na ferida brota,
Dói a impotência de não prever.

O castelo está ruindo,
Porque isso foi acontecer?
O guerreiro está ao chão
O ceifeiro, de prontidão
A peste negra deve permanecer
Sem sacerdote pra extrema unção
O corpo pede perdão,
O dia claro ainda vem anoitecer.

O castelo está ruindo
não há como esmorecer,
com toda força se esvaindo,
o castelo está ruindo,
sem ter por perto, você.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Catarse X Técnica ou A antipoesia



Menos catarse, mais técnica!
Chega de arroubos sentimentalistas, poeta!
Você acha que assim vai chegar alguma coisa?
Tudo que você quer dizer já foi dito,
Então diga de outra maneira
Pra que os loucos bebam suas palavras!
Mude o rótulo da garrafa,
Porque sua água sempre terá o mesmo gosto
Insípido e insalubre com gostinho de hortelã.

Menos catarse, menos!
Mais técnica, mais!
Estude, aprenda!
Só os românticos que são assim
Com suas pieguices a perpetuar nos versos pueris!
Um pouco de paralelismo não fará
Mal a sua poesia, ficará
O não dito do que o explícito.

- Catarse!
+ Técnica!
Seja estranho e intolerável,
Faça com que poucos mastiguem seus poemas,
Como escargot e caviar
Faça seu poema valer diante de novidades
Ultrapassadas, de verborragias clássicas
Que sempre os intelectualóides amam
Escreva pra eles, poeta!
É a técnica que vale pra eles!

Foda-se a catarse!
Foda-se a técnica!
Agora são mínimos os lêem
E os que escrevem não gostam de ler,
Só de serem lidos!
Ninguém quer mais saber de sentimentos, poeta!
Se escreve pra se sentir bem, faça um diário!
Não há mais tempo pra sentimentos vagos,
Aliás, quem disse que eles têm tempo pra sentimento?
Eles vivem com pressa, não vão te ler!
Se Não for com técnica, não escreva!
As pessoas não ver e vão preferir que tudo
Fique no limbo: As palavras de amor e ternura, de perda e de ilusão,
Irão todos ficar como gostam:
Aturdidos e alienados longe dos livros e perto da televisão.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Os invejosos


Os invejosos estão radiantes
Os invejosos são sentinelas
Veem o fracasso alheio como trunfo
Saboreiam a vitória alheia como um néctar
Ficam a se vangloriar,
A criticar e afirmar categoricamente
"Tardamos mas não falhamos"
De dor e tristeza eles não querem pra si,
Mas se o insucesso alheio vem,
A alegria e o gozo são abundantes.

Os invejosos tem prazer em pisar
Os invejosos tem prazer em desejar
Que o próximo falhe, sucumba ao temor
E os obstáculos cada vez mais tortuosos.
A vida já é difícil,
E ainda os invejosos insistem em prejudicar

Os invejosos não somem
Os invejosos não temem provar do próprio veneno.
E o que eles fazem além disso?
O que eles almejam tudo isso?
Os invejosos,enquanto não souberem
Construir seu próprio caminho,
Prefere acabar com o caminho trilhado
Por quem luta e persevera.
Os invejosos sempre buscarão uma boa alma a espezinhar
Os invejosos estão sempre a incomodar.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sábios

As pessoas que me conhecem
Perguntam-me o que sei
Sobre a vida, dos horrores,
Dos carnavais que já passei
Dores e amores,
Legítimas defesas,
Com tantos dissabores,
A vida se torna incerteza.
Que apenas alguns poucos senhores
Sabem ver no tosco a única beleza.

domingo, 2 de agosto de 2009

Bolinhos de chuva


Oi, Vó Rosa tá tudo bem com a senhora?
Tá tudo bem comigo,
Só um pouco cansado do trabalho.
É são outras responsabilidades
Já não sou mais o menino remelento
Que ouvia suas histórias, comendo bolinho de chuva

Que bom seria se as tardes
Voltassem a ter gosto de bolinho de chuva?

Vó Rosa, vê se controla o diabetes
Só Coca Cola zero
Açúcar só da fruta
Bolo com sucralose
Eu sei que é dose,
Mas é pra você melhorar.
Sem mais guloseimas na geladeira
Você que já teve a vida inteira,
Pra comer de tudo e se fartar
Eu quero você viva, vó
Pros meus filhos ouvirem as suas histórias
Comendo bolinho de chuva

Que bom seria se seus bisnetos
Comessem seus bolinhos de chuva?

Vó Rosa, não se preocupa
Agora eu sou adulto e culto
Pronto pra o ainda virá.
É claro que eu sinto falta
Da ingenuidade, de ver o Jaspion na televisão.
Depois eu o imitava e eu lhe falava,
Que eu ia te proteger de todo o mal.
Imaginações de criança
Que agora são lembranças
Pra mim e pra você, vó.

Que bom seria se a vida
Tivesse o gosto do seu bolinho de chuva!

Vó Rosa, eu tenho que ir agora
Mas pode deixar que ligo,
De mim, você não se livrará.
Eu sei que idade pesa e desapontamento também,
Mas se tudo acontece é por uma boa causa,
É além de nossa compreensão.
Só continua se cuidando
Todos estão te vigiando
E com saudade dos bolinhos de chuva!

Que bom será quando a vovó
Voltar a fazer bolinhos de chuva!


OBS: Homenagem a minha avó.

domingo, 19 de julho de 2009

O Mínimo Céu


Esse é o meu lar,
O seu coração.
Não adianta nem tentar me esquecer,
E acredito que você não vá desejar
Ficar sem mim.
Apenas deseje o nosso sucesso
A nossa felicidade.
A nossa casa, a nossa vida,
O nosso mínimo céu
Construído sobre nossas cabeças,
Que será o teto de toda nossa trajetória.

O nosso amor,
Nossa nova vida,
Nossa infindável espera
Prestes a encerrar,
O fim de um ciclo
E o início de outro,
Onde o olhar será próximo
O toque, cotidiano
O amor, presente em todo momento
Durante muito tempo em sua vida
Viverei a vangloriar
Nossos feitos,
Somos únicos no mundo,
Um amor que ninguém ousou experimentar
Por medo ou falta de tempo,
Ou por ter que voltar às dez da noite.
É loucura, loucura querer
Tanto que a distância do céu que nos separa
Diminua pra 35 metros quadrados?

Só espero que meu português ruim
Não mascare meus sentidos,
Minhas verdadeiras vontades.
Eu quero você a todo o momento
E sei que é recíproco e notório
Que nosso amor causa inveja aos
Olhos recalcados.
Se o céu é imenso, eu o faço mínimo
Para poder buscar você
Meu grande amor que jamais será mínimo,
Será o máximo de um coração pode suportar.
Assim descobrimos que não existe limite
o seu coração suporta todo o amor que houver entre nós.

domingo, 12 de julho de 2009

Verdadeiro, ambíguo e fatal!


Pra que entender
Se que o que eu escrevo aqui soará
Verdadeiro, ambíguo e fatal!

A pedra que foi tacada
Volta com cuspe na direção de quem atirou!

Sem escárnio, sem modéstia
Eu sou melhor no que faço de pior!

Pra que entender?
Se a excitação desmitifica a presença de medo?
Se o seio não acalenta, sufoca!

Se o que é ruim vem sempre
Acompanhado de algo mais sórdido e perigoso!

Se o bicho peçonhento assusta tanto quanto o predador,
Que espreita a presa sedento por vísceras?

Pra que entender a vida e o poema,
Se a morte não dá tempo pra isso?
Vamos viver e gozar muito no que resta!