Dançando Entre Lírios mortos,Livro de poesias de Marcos Antônio Filho(Fábrica de livros,15 Reais)
maiores informações em marcos.antoniofilho@gmail.com ou no próprio blog

sábado, 11 de dezembro de 2010

Musicas para nossos ouvidos - Palpite infeliz


A rixa entre Noel Rosa e Wilson Batitsta estava no ápice. Tudo começou com o samba Wilson "lenço no pescoço", uma ode a vida boêmia do malandro; Noel resolveu retrucar com o "rapaz folgado" criticando esse modo de vida  Wilson Batista com pões "mocinho da vila" e Noel retruca com "Feitiço da Vila", um clássico. Batista ão se dá por vencido e compõe "Conversa fiada" (É conversa fiada dizerem que o samba na Vila tem feitiço/ Eu fui ver para crer e não vi nada disso...), mas Noel resolve dar uma última réplica, com palpite infeliz. Onde,  ele diz simplesmente que o samba não tem só lugar na vila mas em todo Rio de Janeiro. Wilson Batista ainda escreveu duas músicas, mas o scuesso areebatador de "feitiço de vila" e "palpite infeliz" decidiram a polêmica pro lado de Noel. Os dois polemistas conheceram-se entre um e outro desafio e tornaram-se amigos. As músicas dessa polêmica foram reunidas, em 1956, num LP de dez polegadas da Odeon, cantadas por Roberto Paiva e Francisco Egídio - Polêmica.

Fica a letra de palpite infeliz, interpretação de aracy de almeida, que acabou ficnado conhecida como a jurada mau humorada do programa de jurados do Silvio Santos e era uma excepcional intérprete.

Quem é você que não sabe o que diz?
Meu Deus do Céu, que palpite infeliz!
Salve Estácio, Salgueiro, Mangueira,
Oswaldo Cruz e Matriz
Que sempre souberam muito bem
Que a Vila Não quer abafar ninguém,
Só quer mostrar que faz samba também
Fazer poema lá na Vila é um brinquedo
Ao som do samba dança até o arvoredo
Eu já chamei você pra ver
Você não viu porque não quis
Quem é você que não sabe o que diz?
A Vila é uma cidade independente
Que tira samba mas não quer tirar patente
Pra que ligar a quem não sabe
Aonde tem o seu nariz?
Quem é você que não sabe o que diz?

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

5 anos



Não sei como comecei isso aqui. O que me motivou a escrever. Talvez uma necessidade estranha de me expressar. Se expressar,que coisa estranha,não? Mas eu sempre fui assim. pelo papel e depois pelo owrd, er aonde eu me expressava. Sempre fui tímido, introspectivo. e comecei a fazer esse blog. Pra por meus poemas, quando tudo a minha volta me motivava a escrever, quando um beijo da namoradinha me motivava a escrever. Ou quando o fora da mesma, que também me mmotivava a escrever. Cinco anos. Cresci,  deixei de ser menino, virei homem. Não sonho mais como antes, e almejo outras que nunc apensei em almejar. Sonhei em viver de poesia, de literatura, mas o caminho é mais difícil do que se pensa. O jeito é não esmorecer, não deixar que o cotidiano vença e se aloje em mim, não me deixando escrever mais nada. Eu vou sempre escrever. Esse dom de escrevinhador que está dentro de mim vai morrer comigo, e ainda vou digitar muitos textos, nem que seja por aqui ou pelo GP Séries, meu outro orgulho, meu blog blockbuster...rs.

O trovador é meu blog indie, mais intorspectivo, a litaratura é um pouco mais dificil de ser digerido, mais sempre é acessado o que me agrada muito. Estou me enveredando nos contos e como sçao mais dificies de ficarem prontos, eu tenho me ausentado muito daqui, até por falta de tempo, já que me dedico muito ao GP séries, por toda a aura automoblistica que ele traz, preciso ser rápido nele. aqui posso ser atemporal, não ter regras de como e quando postar, e isso me orgulha, e muito. Tenho um grande carinho por esse espaço, criado quando fez 25 anos que  Jonh Lennon morreu. Agora já são 30!

Quero deixar um presente a todos que me leem. Mesmo tendo vendido honrosas 80 cópias, Dançando Entre lírios mortos, meu livro de estreia na literatura, ainda não foi lido por muita gente que me conhece. Então eu os convido a todos a me lerem, já que depois de 3 anos de seu lançamento, estou disponiblizando em .pdf, esse que foi um livro que de início achei, e ainda acho um pouco regular, mas pelo o tento de elogiios e do premio que recebi com ele na bienal do Rio, mostra que o conjunto da obra é importante, ´eum livro bom de ser lido, em uma tacada só, como muitos me disseram e me encheram de alegria! Obrigado a todos de coração, e vamos torcer e esperar por novidades, meu segundo livro está parecendo o chinese democracy do Guns, mas podem ficar tranquilos , só são 4 anos mesmo de espera....rs

http://www.4shared.com/document/s6i9KgKI/Danando_entre_lrios_mortos.html

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O mundo é um moinho


Seria loucura alguém com tanto talento,ter sido gravado por tantos nomes da década de 30,simplemente sumir e ser em encontrado 20 anos depois lavando carros?É A humildade de um letrista e músico inconfundível em seus versos e além disso,o criador da primeira escola da Samba,Mangueira, em 1928, Cartola.

Que mundo seja grato a Sérgio Porto que o encontrou lavando carros.Já pensou se ele morresse em meio ao sabão dos carros?Nunca se ouviria esses clássicos não só do samba,mas da música popular brasileira como "Alvorada","O mundo é um moinho" e "As Rosas não falam".O Mundo é um moinho é em minha opinião genial,versos como "de cada amor tu só herdarás o cinismo" são magníficos e deixo a letra pra vocês:

Ainda é cedo amor
Mal comecaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atençao querida
Embora saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó
Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com teus pés.



Dia 11 de outubro foi o centenário de Cartola.Um Gênio da música brasileira,que infelizmente nunca existirá outro igual.

* Repost, já que hoje faz 30 anos de sua morte, nada mais justo do que celebrar esse gênio da música


OBS: Recomendo a leitura do Groo e do Oliver que postaram primeiro sobre Cartola.apreciem a jornada!

domingo, 31 de outubro de 2010

Crônica: A pobreza de espírito

Vamos traçar um paralelo? Sim é fácil, com dois acontecimentos que chocaram(ou não) muita gente nessa semana e que repercutiram bastante.
1)O Rodeio de gordas, onde jovens de uma faculdade paulista davam em cima de uma menina obesa, ganhavam sua confiança e aí, montavam em cima dela como se fosse um peão da festa de Barretos;.

2) No aniversário do jogador do Santos Zé Eduardo, seus companheiros de clube em vez de ficar somente no já tradicional banho de ovos e farinha, resolveu amarrá-lo a trava, e com direito a chuvas e tentativas de boladas. Neymar, um dos mais jovens do elenco e que estava participando da brincadeira, que resolveu tomar as dores do pobre ,aniversriante e quase saiu no tapa com o jogador Marcel.

Paralelo traçado, o que eles tem em comum? Tirando o fato de serem jovens, e de certa forma, terem um condição econimca saudável($$$), tem uma coisa que intitula esse post. A total pobreza de espírito e a falta de respeito ao seu próximo

No caso dos estudantes que tiveram essa ideia genial e quiseram participar(foram 50 segundo o G1), a falta de respeito com suas colegas de faculdade deflagra outra coisa: O padrão que cada vez é nos imposto e é aceito. Por ser gorda, por ser feia, por ser vesga, por ser amarela de bolinha roxas, ser fora do padrão, não gostar das mesmas coisas do que a maioria é algo passível de punição sumária, essas meninas que com certeza devem estar mais do que arrasadas, que por si só já sofrem por estar acima do peso em meio a um culto feminino a margreza, tem que sofrer desse tipo de humilhação pública, como se fossem aberrações feitas por jovens que acham que estão no filme Amercian Pie, e que a faculdade é uma grande boate. Esses jovens, que com certeza tem pais que bancam tudo aos filhos, não sabem que certos valores fundamentais são feitos para serem seguidos. Respeito pelo o próximo é o principal. Quando se é criança, até se releva certas atitudes infantis, mas na faculdade eles são assim, esse são os futuros engenheiros que teremos no mercado de trabalho em breve.

No segundo caso, o desrespeito beira ao ridículo ao seu colega de trabalho. Mas infelizmente o futebol em si parece viver em uma outra dimensão: salários totalmente fora do padrão e dirigentes paternialistas fazem que garotos e até adultos, no caso desse Marcel, agirem como se fossem os donos do mundo, onde vivem a idolatria dos seus torcedores. Zé Eduardo, que assim como outros jogadores do Santos, já estiveram envolvidos em outras confusões durante o ano, sofreu uma humilhação em rede nacional até, da forma que foi tratado parecia um bandido sendo linchado. ainda foi amarrado a trave e levou tapas e chutes e tudo que tinha direito. e quase leva umas boladas sem chance de ser defender. Neymar, que foi tão criticado por ter insubordinar seu ex- chefe, Dorival Júnior, foi o único que em um gesto nobre tentou intervir. e quase acontece o pior, uma briga com o tal Marcel. Enfim, essa "brincadeira" me lembrou muito aqueles trotes costumeiros  que os veteranos aplicam nos calouros em universidades, uma idiotice sem tamanho, que parece mostrar que a humilhação é a porta de entrada, e que o respeito é besteira. Pobres de espírito são esses jovens que estão por vir, mais uma grande geração perdida que não sabe respeitar os outros e nem a si próprios.


OBS: vou tentar desabrochar esse lado cronista em mim. Espero que gostem. Pretendo escrever sobre essa corrida presidencial, assim que o resultado sair.

domingo, 24 de outubro de 2010

Quadrado e redondo

Viro a mesa
Não me escondo
Tantas cores sem certeza
Muito quadrado pra pouco encaixe redondo
Pouca escuridão pra muita vela acesa
Muita dúvida pra pouca certeza
E eu aqui fico no sapatinho,
Esperando o momento certo,
Mesmo acorrentado de perto,
Os malfeitores ficarão sozinhos,
Sem direito a carinho,
Pois sem melodia não há canção,
Sem surdo não há marcação,
Sem idéias não há evolução
Sem respeito não há relação.

domingo, 3 de outubro de 2010

Acima das nuvens

Acima das nuvens quero estar,
Quando o mundo me chatear
Quando o mundo não entretiver,
Quando o mundo entediar

Acima das nuvens quero estar,
Pisando em chão de algodão,
Sentando em nuvem pra ver amanhecer
Fechando os olhos pra elevar coração.

Acima das nuvens quero estar,
Debaixo olho as coisas pequenas,
Acima estou a recorrer
A Deus, sobre coisas terrenas

Não há melhor lugar
Pra quem quiser entender
Que Deus artesão esteve a moldar
Um mundo que acima das nuvens
Parece bonito de morar,
Que de perto fica ruim
Com dores e tragédias, enfim,
É acima das nuvens que quero ficar!

domingo, 26 de setembro de 2010

Mensageira da morte

Eu espero.
É um lugar escuro.
Meus iguais estão comigo,
À espera do pior.
Qual será o futuro ao sair daqui?
Que mal faremos?
Nosso destino é cruel.
Temos dentro de nós a síntese do ódio.

O primeiro estampido.
É ensurdecedor.
Uma de nós se vai.
Pra onde terá ido?
Em que lugar parou?

Segundo estouro.
Já se acostuma com o som surdo.
Minha vez está perto.
Fadado ao mesmo destino de todos
Que estiveram aqui.

Terceiro.
Eu sou a próxima.
É hora de fazer a única coisa que sei.

Disparo!
Disparo e ganho a liberdade!
Minha velocidade é vertiginosa,
Não consigo me desviar,
Estou indo pra onde me apontaram!

Vou ao encontro certeiro
De algo duro,
Mas estraçalho-a com facilidade!
Estou dentro de algo de novo,
Cinzento, e macio
Foi um impacto muito forte
Acho que ficarei por aqui
Acabei de transformar
Esse um ser em uma massa sem vida.
O corpo
C
  A
     I
       Deitado e morto.

Eu cumpri meu objetivo.
Mas quando será que as outras
Não vão precisar atingir nossos objetivos?

Quando deixaremos de existir como
Mensageiras da morte?

domingo, 5 de setembro de 2010

Música para os nosso ouvidos: El amor después del amor

Fito Paéz já era famoso no rock argentino com grandes álbum memoráveis como "Ciudad de Pobres Corazones" e "Tercer mundo", aclamadísismo pela crítica. no Brasil ficou conhecido por algumas composiçõesm em conjunto com herbert vianna dos Paralamas do Sucesso(Como Trác-trác). Mas faltava a Paéz um grande sucesso para consolidar de vez sua carreira. Seu relacionamento com a atriz Cecíla Roth, uma das primeiras musas de Pedro Almodovar, fez Fito compor canções de amor memoráveis e assim surgiu o embrição de seu album "El Amor después del amor" . A Canção título assim que foi lançada se tornou um grande sucesso e ajudou a fazer do album o mais vendido da história do rock argentino, com 750 mil cópias. Destaque também para "Balada para Dona Helena", uma homenagem a sua avó que foi brutalmente assasinada em Rosário em 1987.

"El amor después del amor" é a mais pura fusão entre poesia e canção, onde a letra lida soa como verso, a música se torna lírica, a imagem de um amor tão forte, tão intenso e claro, que se vê o quão o cantor estava apaixonado e o quão isso fez bem em sua música. Vou por a letra e a tradução(se tiver erros i sorry arranho no espanhol e tive ajuda do ggogle translate) e recomendo ouvirem outras albuns dele já citados e outros, já que sua discografia é tão extensa, fica dificil cita-la toda aqui,mas Fito Páez merece ser ouvido com atenção.É um som de ótima qualidade, de letra e música, talvez mais até o primeiro do que o segundo.

El amor después del amor, tal vez, (O amor depois do amor, talvez)
se parezca a este rayo de sol  (Se pareça a um raio de sol)
y ahora que busqué ( e agora que busquei)
y ahora que encontré (e agora que encontrei)
el perfume que lleva al dolor  (o perfume que leva a dor)
en la esencia de las almas  (na essência das almas)
en la ausencia del dolor  (Na ausência da dor)
ahora sé que ya no puedo (Eu sei que não posso)
vivir sin tu amor. (viver sem teu amor)

Me hice fuerte ahí, (tornei-me mais forte aqui)
donde nunca ví. (onde nunca vi)
Nadie puede decirme quién soy (Nad apode dizer quem sou)
yo lo sé muy bien, te aprendí a querer  (eu sei muito bem, aprendi a querer)
el perfume que lleva al dolor (o perfume que leva a dor)
en la esencia de las almas (a essência das almas)
dice toda religión (toda religião diz)
para mí que es el amor (que pra mim é o amor)
después del amor. (depois do amor)
(..)
Nadie puede y nadie debe vivir, (ninguém pode e niguém deve viver)
vivir sin amor. (viver sem amor)
Nadie puede y nadie debe vivir, (ninguém pode e niguém deve viver)
vivir sin amor. (viver sem amor)

Una llave por una llave (uma chave é uma chave)
y esa llave es mi amor  (e essa chave é meu amor)
una llave por otra llave  (uma chave é outra chave)
y esa llave es tu amor. ( e essa chave é teu amor)

El amor después del amor, tal vez.

Nadie puede y nadie debe vivir,
vivir sin amor.
Nadie puede y nadie debe vivir,
vivir sin amor.

El amor después del amor, tal vez.
El amor después del amor, tal vez.

Nadie puede y nadie debe vivir,
vivir sin amor.
Nadie puede y nadie debe vivir,
vivir sin amor.