Dançando Entre Lírios mortos,Livro de poesias de Marcos Antônio Filho(Fábrica de livros,15 Reais)
maiores informações em marcos.antoniofilho@gmail.com ou no próprio blog
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
5 anos
Não sei como comecei isso aqui. O que me motivou a escrever. Talvez uma necessidade estranha de me expressar. Se expressar,que coisa estranha,não? Mas eu sempre fui assim. pelo papel e depois pelo owrd, er aonde eu me expressava. Sempre fui tímido, introspectivo. e comecei a fazer esse blog. Pra por meus poemas, quando tudo a minha volta me motivava a escrever, quando um beijo da namoradinha me motivava a escrever. Ou quando o fora da mesma, que também me mmotivava a escrever. Cinco anos. Cresci, deixei de ser menino, virei homem. Não sonho mais como antes, e almejo outras que nunc apensei em almejar. Sonhei em viver de poesia, de literatura, mas o caminho é mais difícil do que se pensa. O jeito é não esmorecer, não deixar que o cotidiano vença e se aloje em mim, não me deixando escrever mais nada. Eu vou sempre escrever. Esse dom de escrevinhador que está dentro de mim vai morrer comigo, e ainda vou digitar muitos textos, nem que seja por aqui ou pelo GP Séries, meu outro orgulho, meu blog blockbuster...rs.
O trovador é meu blog indie, mais intorspectivo, a litaratura é um pouco mais dificil de ser digerido, mais sempre é acessado o que me agrada muito. Estou me enveredando nos contos e como sçao mais dificies de ficarem prontos, eu tenho me ausentado muito daqui, até por falta de tempo, já que me dedico muito ao GP séries, por toda a aura automoblistica que ele traz, preciso ser rápido nele. aqui posso ser atemporal, não ter regras de como e quando postar, e isso me orgulha, e muito. Tenho um grande carinho por esse espaço, criado quando fez 25 anos que Jonh Lennon morreu. Agora já são 30!
Quero deixar um presente a todos que me leem. Mesmo tendo vendido honrosas 80 cópias, Dançando Entre lírios mortos, meu livro de estreia na literatura, ainda não foi lido por muita gente que me conhece. Então eu os convido a todos a me lerem, já que depois de 3 anos de seu lançamento, estou disponiblizando em .pdf, esse que foi um livro que de início achei, e ainda acho um pouco regular, mas pelo o tento de elogiios e do premio que recebi com ele na bienal do Rio, mostra que o conjunto da obra é importante, ´eum livro bom de ser lido, em uma tacada só, como muitos me disseram e me encheram de alegria! Obrigado a todos de coração, e vamos torcer e esperar por novidades, meu segundo livro está parecendo o chinese democracy do Guns, mas podem ficar tranquilos , só são 4 anos mesmo de espera....rs
http://www.4shared.com/document/s6i9KgKI/Danando_entre_lrios_mortos.html
terça-feira, 30 de novembro de 2010
O mundo é um moinho

Seria loucura alguém com tanto talento,ter sido gravado por tantos nomes da década de 30,simplemente sumir e ser em encontrado 20 anos depois lavando carros?É A humildade de um letrista e músico inconfundível em seus versos e além disso,o criador da primeira escola da Samba,Mangueira, em 1928, Cartola.
Que mundo seja grato a Sérgio Porto que o encontrou lavando carros.Já pensou se ele morresse em meio ao sabão dos carros?Nunca se ouviria esses clássicos não só do samba,mas da música popular brasileira como "Alvorada","O mundo é um moinho" e "As Rosas não falam".O Mundo é um moinho é em minha opinião genial,versos como "de cada amor tu só herdarás o cinismo" são magníficos e deixo a letra pra vocês:
Ainda é cedo amor
Mal comecaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atençao querida
Embora saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó
Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com teus pés.
Dia 11 de outubro foi o centenário de Cartola.Um Gênio da música brasileira,que infelizmente nunca existirá outro igual.
* Repost, já que hoje faz 30 anos de sua morte, nada mais justo do que celebrar esse gênio da música
OBS: Recomendo a leitura do Groo e do Oliver que postaram primeiro sobre Cartola.apreciem a jornada!
domingo, 31 de outubro de 2010
Crônica: A pobreza de espírito
Vamos traçar um paralelo? Sim é fácil, com dois acontecimentos que chocaram(ou não) muita gente nessa semana e que repercutiram bastante.
1)O Rodeio de gordas, onde jovens de uma faculdade paulista davam em cima de uma menina obesa, ganhavam sua confiança e aí, montavam em cima dela como se fosse um peão da festa de Barretos;.
2) No aniversário do jogador do Santos Zé Eduardo, seus companheiros de clube em vez de ficar somente no já tradicional banho de ovos e farinha, resolveu amarrá-lo a trava, e com direito a chuvas e tentativas de boladas. Neymar, um dos mais jovens do elenco e que estava participando da brincadeira, que resolveu tomar as dores do pobre ,aniversriante e quase saiu no tapa com o jogador Marcel.
Paralelo traçado, o que eles tem em comum? Tirando o fato de serem jovens, e de certa forma, terem um condição econimca saudável($$$), tem uma coisa que intitula esse post. A total pobreza de espírito e a falta de respeito ao seu próximo
No caso dos estudantes que tiveram essa ideia genial e quiseram participar(foram 50 segundo o G1), a falta de respeito com suas colegas de faculdade deflagra outra coisa: O padrão que cada vez é nos imposto e é aceito. Por ser gorda, por ser feia, por ser vesga, por ser amarela de bolinha roxas, ser fora do padrão, não gostar das mesmas coisas do que a maioria é algo passível de punição sumária, essas meninas que com certeza devem estar mais do que arrasadas, que por si só já sofrem por estar acima do peso em meio a um culto feminino a margreza, tem que sofrer desse tipo de humilhação pública, como se fossem aberrações feitas por jovens que acham que estão no filme Amercian Pie, e que a faculdade é uma grande boate. Esses jovens, que com certeza tem pais que bancam tudo aos filhos, não sabem que certos valores fundamentais são feitos para serem seguidos. Respeito pelo o próximo é o principal. Quando se é criança, até se releva certas atitudes infantis, mas na faculdade eles são assim, esse são os futuros engenheiros que teremos no mercado de trabalho em breve.
No segundo caso, o desrespeito beira ao ridículo ao seu colega de trabalho. Mas infelizmente o futebol em si parece viver em uma outra dimensão: salários totalmente fora do padrão e dirigentes paternialistas fazem que garotos e até adultos, no caso desse Marcel, agirem como se fossem os donos do mundo, onde vivem a idolatria dos seus torcedores. Zé Eduardo, que assim como outros jogadores do Santos, já estiveram envolvidos em outras confusões durante o ano, sofreu uma humilhação em rede nacional até, da forma que foi tratado parecia um bandido sendo linchado. ainda foi amarrado a trave e levou tapas e chutes e tudo que tinha direito. e quase leva umas boladas sem chance de ser defender. Neymar, que foi tão criticado por ter insubordinar seu ex- chefe, Dorival Júnior, foi o único que em um gesto nobre tentou intervir. e quase acontece o pior, uma briga com o tal Marcel. Enfim, essa "brincadeira" me lembrou muito aqueles trotes costumeiros que os veteranos aplicam nos calouros em universidades, uma idiotice sem tamanho, que parece mostrar que a humilhação é a porta de entrada, e que o respeito é besteira. Pobres de espírito são esses jovens que estão por vir, mais uma grande geração perdida que não sabe respeitar os outros e nem a si próprios.
OBS: vou tentar desabrochar esse lado cronista em mim. Espero que gostem. Pretendo escrever sobre essa corrida presidencial, assim que o resultado sair.
1)O Rodeio de gordas, onde jovens de uma faculdade paulista davam em cima de uma menina obesa, ganhavam sua confiança e aí, montavam em cima dela como se fosse um peão da festa de Barretos;.
2) No aniversário do jogador do Santos Zé Eduardo, seus companheiros de clube em vez de ficar somente no já tradicional banho de ovos e farinha, resolveu amarrá-lo a trava, e com direito a chuvas e tentativas de boladas. Neymar, um dos mais jovens do elenco e que estava participando da brincadeira, que resolveu tomar as dores do pobre ,aniversriante e quase saiu no tapa com o jogador Marcel.
Paralelo traçado, o que eles tem em comum? Tirando o fato de serem jovens, e de certa forma, terem um condição econimca saudável($$$), tem uma coisa que intitula esse post. A total pobreza de espírito e a falta de respeito ao seu próximo
No caso dos estudantes que tiveram essa ideia genial e quiseram participar(foram 50 segundo o G1), a falta de respeito com suas colegas de faculdade deflagra outra coisa: O padrão que cada vez é nos imposto e é aceito. Por ser gorda, por ser feia, por ser vesga, por ser amarela de bolinha roxas, ser fora do padrão, não gostar das mesmas coisas do que a maioria é algo passível de punição sumária, essas meninas que com certeza devem estar mais do que arrasadas, que por si só já sofrem por estar acima do peso em meio a um culto feminino a margreza, tem que sofrer desse tipo de humilhação pública, como se fossem aberrações feitas por jovens que acham que estão no filme Amercian Pie, e que a faculdade é uma grande boate. Esses jovens, que com certeza tem pais que bancam tudo aos filhos, não sabem que certos valores fundamentais são feitos para serem seguidos. Respeito pelo o próximo é o principal. Quando se é criança, até se releva certas atitudes infantis, mas na faculdade eles são assim, esse são os futuros engenheiros que teremos no mercado de trabalho em breve.
No segundo caso, o desrespeito beira ao ridículo ao seu colega de trabalho. Mas infelizmente o futebol em si parece viver em uma outra dimensão: salários totalmente fora do padrão e dirigentes paternialistas fazem que garotos e até adultos, no caso desse Marcel, agirem como se fossem os donos do mundo, onde vivem a idolatria dos seus torcedores. Zé Eduardo, que assim como outros jogadores do Santos, já estiveram envolvidos em outras confusões durante o ano, sofreu uma humilhação em rede nacional até, da forma que foi tratado parecia um bandido sendo linchado. ainda foi amarrado a trave e levou tapas e chutes e tudo que tinha direito. e quase leva umas boladas sem chance de ser defender. Neymar, que foi tão criticado por ter insubordinar seu ex- chefe, Dorival Júnior, foi o único que em um gesto nobre tentou intervir. e quase acontece o pior, uma briga com o tal Marcel. Enfim, essa "brincadeira" me lembrou muito aqueles trotes costumeiros que os veteranos aplicam nos calouros em universidades, uma idiotice sem tamanho, que parece mostrar que a humilhação é a porta de entrada, e que o respeito é besteira. Pobres de espírito são esses jovens que estão por vir, mais uma grande geração perdida que não sabe respeitar os outros e nem a si próprios.
OBS: vou tentar desabrochar esse lado cronista em mim. Espero que gostem. Pretendo escrever sobre essa corrida presidencial, assim que o resultado sair.
domingo, 24 de outubro de 2010
Quadrado e redondo
Viro a mesa
Não me escondo
Tantas cores sem certeza
Muito quadrado pra pouco encaixe redondo
Pouca escuridão pra muita vela acesa
Muita dúvida pra pouca certeza
E eu aqui fico no sapatinho,
Esperando o momento certo,
Mesmo acorrentado de perto,
Os malfeitores ficarão sozinhos,
Sem direito a carinho,
Pois sem melodia não há canção,
Sem surdo não há marcação,
Sem idéias não há evolução
Sem respeito não há relação.
Não me escondo
Tantas cores sem certeza
Muito quadrado pra pouco encaixe redondo
Pouca escuridão pra muita vela acesa
Muita dúvida pra pouca certeza
E eu aqui fico no sapatinho,
Esperando o momento certo,
Mesmo acorrentado de perto,
Os malfeitores ficarão sozinhos,
Sem direito a carinho,
Pois sem melodia não há canção,
Sem surdo não há marcação,
Sem idéias não há evolução
Sem respeito não há relação.
domingo, 3 de outubro de 2010
Acima das nuvens
Acima das nuvens quero estar,
Quando o mundo me chatear
Quando o mundo não entretiver,
Quando o mundo entediar
Acima das nuvens quero estar,
Pisando em chão de algodão,
Sentando em nuvem pra ver amanhecer
Fechando os olhos pra elevar coração.
Acima das nuvens quero estar,
Debaixo olho as coisas pequenas,
Acima estou a recorrer
A Deus, sobre coisas terrenas
Não há melhor lugar
Pra quem quiser entender
Que Deus artesão esteve a moldar
Um mundo que acima das nuvens
Parece bonito de morar,
Que de perto fica ruim
Com dores e tragédias, enfim,
É acima das nuvens que quero ficar!
Quando o mundo me chatear
Quando o mundo não entretiver,
Quando o mundo entediar
Acima das nuvens quero estar,
Pisando em chão de algodão,
Sentando em nuvem pra ver amanhecer
Fechando os olhos pra elevar coração.
Acima das nuvens quero estar,
Debaixo olho as coisas pequenas,
Acima estou a recorrer
A Deus, sobre coisas terrenas
Não há melhor lugar
Pra quem quiser entender
Que Deus artesão esteve a moldar
Um mundo que acima das nuvens
Parece bonito de morar,
Que de perto fica ruim
Com dores e tragédias, enfim,
É acima das nuvens que quero ficar!
domingo, 26 de setembro de 2010
Mensageira da morte
Eu espero.
É um lugar escuro.
Meus iguais estão comigo,
À espera do pior.
Qual será o futuro ao sair daqui?
Que mal faremos?
Nosso destino é cruel.
Temos dentro de nós a síntese do ódio.
O primeiro estampido.
É ensurdecedor.
Uma de nós se vai.
Pra onde terá ido?
Em que lugar parou?
Segundo estouro.
Já se acostuma com o som surdo.
Minha vez está perto.
Fadado ao mesmo destino de todos
Que estiveram aqui.
Terceiro.
Eu sou a próxima.
É hora de fazer a única coisa que sei.
Disparo!
Disparo e ganho a liberdade!
Minha velocidade é vertiginosa,
Não consigo me desviar,
Estou indo pra onde me apontaram!
Vou ao encontro certeiro
De algo duro,
Mas estraçalho-a com facilidade!
Estou dentro de algo de novo,
Cinzento, e macio
Foi um impacto muito forte
Acho que ficarei por aqui
Acabei de transformar
Esse um ser em uma massa sem vida.
O corpo
C
A
I
Deitado e morto.
Eu cumpri meu objetivo.
Mas quando será que as outras
Não vão precisar atingir nossos objetivos?
Quando deixaremos de existir como
Mensageiras da morte?
É um lugar escuro.
Meus iguais estão comigo,
À espera do pior.
Qual será o futuro ao sair daqui?
Que mal faremos?
Nosso destino é cruel.
Temos dentro de nós a síntese do ódio.
O primeiro estampido.
É ensurdecedor.
Uma de nós se vai.
Pra onde terá ido?
Em que lugar parou?
Segundo estouro.
Já se acostuma com o som surdo.
Minha vez está perto.
Fadado ao mesmo destino de todos
Que estiveram aqui.
Terceiro.
Eu sou a próxima.
É hora de fazer a única coisa que sei.
Disparo!
Disparo e ganho a liberdade!
Minha velocidade é vertiginosa,
Não consigo me desviar,
Estou indo pra onde me apontaram!
Vou ao encontro certeiro
De algo duro,
Mas estraçalho-a com facilidade!
Estou dentro de algo de novo,
Cinzento, e macio
Foi um impacto muito forte
Acho que ficarei por aqui
Acabei de transformar
Esse um ser em uma massa sem vida.
O corpo
C
A
I
Deitado e morto.
Eu cumpri meu objetivo.
Mas quando será que as outras
Não vão precisar atingir nossos objetivos?
Quando deixaremos de existir como
Mensageiras da morte?
domingo, 5 de setembro de 2010
Música para os nosso ouvidos: El amor después del amor
Fito Paéz já era famoso no rock argentino com grandes álbum memoráveis como "Ciudad de Pobres Corazones" e "Tercer mundo", aclamadísismo pela crítica. no Brasil ficou conhecido por algumas composiçõesm em conjunto com herbert vianna dos Paralamas do Sucesso(Como Trác-trác). Mas faltava a Paéz um grande sucesso para consolidar de vez sua carreira. Seu relacionamento com a atriz Cecíla Roth, uma das primeiras musas de Pedro Almodovar, fez Fito compor canções de amor memoráveis e assim surgiu o embrição de seu album "El Amor después del amor" . A Canção título assim que foi lançada se tornou um grande sucesso e ajudou a fazer do album o mais vendido da história do rock argentino, com 750 mil cópias. Destaque também para "Balada para Dona Helena", uma homenagem a sua avó que foi brutalmente assasinada em Rosário em 1987.
"El amor después del amor" é a mais pura fusão entre poesia e canção, onde a letra lida soa como verso, a música se torna lírica, a imagem de um amor tão forte, tão intenso e claro, que se vê o quão o cantor estava apaixonado e o quão isso fez bem em sua música. Vou por a letra e a tradução(se tiver erros i sorry arranho no espanhol e tive ajuda do ggogle translate) e recomendo ouvirem outras albuns dele já citados e outros, já que sua discografia é tão extensa, fica dificil cita-la toda aqui,mas Fito Páez merece ser ouvido com atenção.É um som de ótima qualidade, de letra e música, talvez mais até o primeiro do que o segundo.
"El amor después del amor" é a mais pura fusão entre poesia e canção, onde a letra lida soa como verso, a música se torna lírica, a imagem de um amor tão forte, tão intenso e claro, que se vê o quão o cantor estava apaixonado e o quão isso fez bem em sua música. Vou por a letra e a tradução(se tiver erros i sorry arranho no espanhol e tive ajuda do ggogle translate) e recomendo ouvirem outras albuns dele já citados e outros, já que sua discografia é tão extensa, fica dificil cita-la toda aqui,mas Fito Páez merece ser ouvido com atenção.É um som de ótima qualidade, de letra e música, talvez mais até o primeiro do que o segundo.
El amor después del amor, tal vez, (O amor depois do amor, talvez)
se parezca a este rayo de sol (Se pareça a um raio de sol)
y ahora que busqué ( e agora que busquei)
y ahora que encontré (e agora que encontrei)
el perfume que lleva al dolor (o perfume que leva a dor)
en la esencia de las almas (na essência das almas)
en la ausencia del dolor (Na ausência da dor)
ahora sé que ya no puedo (Eu sei que não posso)
vivir sin tu amor. (viver sem teu amor)
Me hice fuerte ahí, (tornei-me mais forte aqui)
donde nunca ví. (onde nunca vi)
Nadie puede decirme quién soy (Nad apode dizer quem sou)
yo lo sé muy bien, te aprendí a querer (eu sei muito bem, aprendi a querer)
el perfume que lleva al dolor (o perfume que leva a dor)
en la esencia de las almas (a essência das almas)
dice toda religión (toda religião diz)
para mí que es el amor (que pra mim é o amor)
después del amor. (depois do amor)
(..)
Nadie puede y nadie debe vivir, (ninguém pode e niguém deve viver)
vivir sin amor. (viver sem amor)
Nadie puede y nadie debe vivir, (ninguém pode e niguém deve viver)
vivir sin amor. (viver sem amor)
Una llave por una llave (uma chave é uma chave)
y esa llave es mi amor (e essa chave é meu amor)
una llave por otra llave (uma chave é outra chave)
y esa llave es tu amor. ( e essa chave é teu amor)
El amor después del amor, tal vez.
Nadie puede y nadie debe vivir,
vivir sin amor.
Nadie puede y nadie debe vivir,
vivir sin amor.
El amor después del amor, tal vez.
El amor después del amor, tal vez.
Nadie puede y nadie debe vivir,
vivir sin amor.
Nadie puede y nadie debe vivir,
vivir sin amor.
se parezca a este rayo de sol (Se pareça a um raio de sol)
y ahora que busqué ( e agora que busquei)
y ahora que encontré (e agora que encontrei)
el perfume que lleva al dolor (o perfume que leva a dor)
en la esencia de las almas (na essência das almas)
en la ausencia del dolor (Na ausência da dor)
ahora sé que ya no puedo (Eu sei que não posso)
vivir sin tu amor. (viver sem teu amor)
Me hice fuerte ahí, (tornei-me mais forte aqui)
donde nunca ví. (onde nunca vi)
Nadie puede decirme quién soy (Nad apode dizer quem sou)
yo lo sé muy bien, te aprendí a querer (eu sei muito bem, aprendi a querer)
el perfume que lleva al dolor (o perfume que leva a dor)
en la esencia de las almas (a essência das almas)
dice toda religión (toda religião diz)
para mí que es el amor (que pra mim é o amor)
después del amor. (depois do amor)
(..)
Nadie puede y nadie debe vivir, (ninguém pode e niguém deve viver)
vivir sin amor. (viver sem amor)
Nadie puede y nadie debe vivir, (ninguém pode e niguém deve viver)
vivir sin amor. (viver sem amor)
Una llave por una llave (uma chave é uma chave)
y esa llave es mi amor (e essa chave é meu amor)
una llave por otra llave (uma chave é outra chave)
y esa llave es tu amor. ( e essa chave é teu amor)
El amor después del amor, tal vez.
Nadie puede y nadie debe vivir,
vivir sin amor.
Nadie puede y nadie debe vivir,
vivir sin amor.
El amor después del amor, tal vez.
El amor después del amor, tal vez.
Nadie puede y nadie debe vivir,
vivir sin amor.
Nadie puede y nadie debe vivir,
vivir sin amor.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Doce ironia
N. do.A: Esse é um conto que eu ia concorrer em um concurso literário,mas desisti. Não achei muito bom, quem puder opinar sobre ele eu agradeço, críticas positivas ou negativas, sendo construtivas, são sempre bem- vindas.
A gente às vezes se preocupa tanto com os nossos filhos, parentes, amigos que acabamo-nos esquecendo de cuidar da gente. Tentava explicar isso ao meu médico, mas ele retrucava, sabe como são médicos, muito rigorosos com a nossa saúde. Ele dizia que eu se não estivesse com saúde, não cuidasse de mim, como cuidaria dos outros? O doutor tinha razão e agora eu é que atrairia a atenção de todos que me rodeavam, meu exames diziam que taxa de glicose estava nas alturas. Estava mesmo, e o sermão do médico foi longo, explicando o que deixaria de comer, que as visitas médicas seriam periódicas, a insulina seria diária, mas apesar de não ter cura, o diabetes era uma doença controlável. As recomendações foram mais que assimiladas, e o doutor se prolongou bastante e ele admitiu, que fez isso principalmente por minha profissão. Uma doceira diabética é um risco iminente de que a dieta elaborada seja abandonada e vá pro espaço, assim como a minha glicose.
Na minha profissão ter experiência era fundamental, e minha clientela era fiel, o meu maior orgulho. Mas teria que me readaptar, sem provadinhas, sem vários bolos no mesmo dia, sem almoçar. E pensar que tenho que comer de três em três horas! Tenho dois filhos feitos, que me ajudariam no meu trabalho, eles já trabalharam muito comigo quando eram novos e agora casados, vão repetir a dose, afinal deixar de trabalhar não faço, isso pra mim é a pior doença.
Vivíamos uma marcação dupla. Meus filhos vigiavam se eu comia algum doce ou descumpria alguma coisa estabelecida na minha dieta, e eu vistoriava se eles viam se a massa estava boa de açúcar, se a calda de chocolate está no ponto, se o glacê não desandou. Era uma situação difícil, eles não tinham prática e eles falavam que estavam e às vezes não estavam, tive algumas reclamações que o bolo não estava tão bom como da outra vez. Era sempre um detalhe que escapa a eles, na hora de analisar a massa quando experimentavam, que não saia perfeito quando eu fazia e experimentava. Eu tinha que entender que não era mais a mesma, que agora o açúcar estava fora de cogitação, os carboidratos muito restritos, então sem doces, sem aquele pão quentinho com manteiga. Tudo light, diet, zero... Era complicado resistir às tentações, mas era mais complicado ainda admitir que meus bolos não saem mais a perfeição de antes e que eu não podia adotar o ritmo incessante de antes que me satisfazia tanto. Sentir-se frustrada era horrível, eu queria fazer dos meus doces proibidos sossegadamente...
Mantive a minha dieta regularmente, ma alimentava certo, medi minha glicose, aplicava-me insulina, e perdia em média um bolo por dia, final de semana eu perdia a conta de quantos eu deixava por fazer. Pensei em contratar alguém pra me ajudar, mas aí aumentaria muito os custos do meu bolo. A minha frustração aumentava, os bolos me deram tudo, minha casa, a educação dos meus filhos, meu conforto atual e estava me dando uma velhice tranqüila até eu descobrir minha doença. Perder clientes me doía, ter que saber que eles estão comprando seus bolos em padarias, eu sentia uma pontada de tristeza no peito. E eu me sentia bem, com exceção a algumas dores nas pernas, ficava muito tempo em pé, mas nada do que ficar sentada por um tempo. Meus filhos ao verem que eu estava me cuidando e fazendo meu trabalho, aos poucos foram afrouxando minha rédea. Eu decidi me manter alerta sobre a minha rotina pra que eles pudessem viver suas vidas, e eu a minha. Queria voltar a manter todos os meus clientes felizes e satisfeitos.
Acordei e vi o mesmo olhar de reprovação do doutor. Levanto o braço esquerdo e ele está no soro, estou tomando insulina na veia. Mais um leito de hospital. É eu aumentei o ritmo dos bolos, dos docinhos e descuidei da minha dieta, da minha reeducação alimentar, provei tantas massas que voltei aqui, quando o médico disse que eu estava praticamente em coma diabético, eu me assustei. O médico me deu um sermão mais enérgico, sendo que eu não podia ter me excedido no meu trabalho, pois isso quase me matou. Senti-me uma menina de sessenta anos levando bronca do pai. Reclamei de dores na perna esquerda e o médico disse que pra eu torcesse pra minha glicose baixar senão eu correria riscos. Mesmo tendo alta, teria que fazer exames e exames pra evitar ter que ter o risco de perder meu pé. Na primeira vez senti medo. Não tinha levado minha doença a sério da primeira vez, por achar que não matasse, não tratei a diabetes do jeito que ele deveria ser tratada. Tive o ingênuo pensamento que ela seria como uma gripe, que sumiria depois, mas não é, tenho um inimigo silencioso dentro de mim e está vencendo batalhas que era que deveria vencer.
Com a presença dos meus filhos, que me passaram um sabão muito maior ao que eu dava a eles quando eles eram crianças levadas, me motivei a me cuidar ainda mais, não queria morrer tão jovem quanto o pai deles, que nem viram muito da vida dos dois. Quero ver os meus bisnetos ainda! Então decidi continuar o meu trabalho, mas sem descuidar por um segundo da minha saúde, afinal o trabalho dignifica uma pessoa, mas se ele não tiver saúde não há nada a se dignificar. Dias depois sai do hospital dando graças por ter deixado pra trás aquela comida insossa E o melhor que eu decidi trabalhar como doceira, mas só trabalho com bolos diet. Sem nenhuma adição de açúcar. Assim eu posso provar a massa sem medo! Foi muito bom ter descoberto adoçantes pra forno e fogão ótimos! Nem parece adoçante! Da próxima vez, eu escrevo uma receita, podem cobrar. Ou melhor, quem sabe não escrevo um livro de receitas diet?
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