Dançando Entre Lírios mortos,Livro de poesias de Marcos Antônio Filho(Fábrica de livros,15 Reais)
maiores informações em marcos.antoniofilho@gmail.com ou no próprio blog

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

No Caminho da vida


No caminho da vida, sentei e esperei
Respirei a poeira dos outros
Que continuavam a caminhar.
Eu parei.
Vivenciando o sentido certo
Por escolher um caminho sem realizações
Eu chorei.
Por amar e seguir,
E na incompreensão do meu ser,
Eu sofri.
E de tantas pedras que tropecei
E não cai,
Eu me orgulhei.
Com o dedão dolorido
Com o futuro indefinido,
Eu Fraquejei.
Olhando o caminho percorrido
E vendo as alternativas que eu podia ter seguido
Eu pensei.
Foram tantos erros e acertos,
Tantas decisões ainda a tomar
Eu balbuciei.
Que viver e sofrer são íntimos
E que a felicidade é parente distante
Eu ratifiquei
Que é loucura morrer por caminhar demais
Sem se firmar em lugar nenhum
Eu esperei
Tomar um fôlego
E no meu caminho da vida, eu seguirei.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Túmulo de Tristezas


Não morra sem antes
Visitar seu túmulo de tristezas.
Deixe flores,
Faça suas melhores preces,
Deseje um bom descanso
As dores que cumpriram fielmente seu papel
De atormentar sua alma paupérrima,
Que teve receio de sentir coisas novas.
Desconfiaste de boas pessoas,
Creste nas pessoas erradas,
Remoa sua consciência.
Acabarás concluindo que tudo é perda de tempo.
Jogue a logo a pá de terra derradeira no túmulo
E comece a cavar o seu próprio,
Pois quando conseguir enterrar suas tristezas,
A força da vida terá se acabado,
E a hora de você descansa em leito eterno,
Finalmente em paz.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

4 anos

Não que essa data seja importante. É. Mas esse blog que começou há quatro anos, eu vejo como amigo. A gente não conta quantos anos tem de amizade. Daqui, eu de apenas mais um a escrever, me tornei poeta. Ganhei 3 menções honrosas, uma sendo na bienal do livro do Rioo de 2007, onde senti uma da smaiores emoções que foi ser aplaudido de pé por um auditório lotado, que sequer me conhecia, que sequer me leu, mas me reverenciou. minha ciração literária não é a mesma de antes, cada vez tenho menos tempo de sentar ,relaxar, pensa e escrever. Mas isso será uma parte de mim que nunca deixarei morrer, mesmo que eu escreva uma vez por ano, eu vou escrever nem q seja um oi, pra quer não morra esse espírito de trovador, essa alma trovadoresca que habita meu corpo e vai morrer comigo.

E paroveito pra dizer que 2010 teremos novidades, afinal está na hora de lançar um novo livro...

sábado, 28 de novembro de 2009

Essência

Não vou fazer da força, alarde.
Da vida,só vou fazer parte
Do que me convir.

Não vou falar de amor a esmo,
melhor ser eu mesmo
para o que há de vir.

Não vou chorar sobre o túmulo,
remoer a dor é o cúmulo
de quem deixa a vida partir.

Não vou aguardar a morte
Tenho fé e conto com a sorte
de o meu fim demorar a me sorrir.

Não vou guardar o papel vazio,
no meu talento eu confio,
use-o quando o bem lhe servir.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Música para os nosso ouvidos: Trenzinho caipira


O Jovem Heitor, aos dezoito anos, pouco tempo depois de seu pai falecer, disse a sua mãe: " Eu vou viajar". Sua mãe acatou. Heitor sumiu por três anos, sem dar notícias. A ponto de sua mãe mandar rezar uma missa para a lama do filho perdido. ele reapareceu, falando à mãe: Eu viajei por todo o Brasil!" . A Música estava pulsando por Heitor Villa Lobos, que fez a união entre música clássica e os temas nacionalistas, sendo o principal represante do modernismo na música. Tanto que participou da semana de Arte moderna de 22. Difícil entre suas mais de 1000 canções, sem contar as muitas partituras que nunca foram tocadas( De óperas são oito!) enumerar sucessos, mas as Bacchianas Brasileiras são o marco fundamental de um dos grandes nomes da música brasileira.

Em homenagem a Villa Lobos que nos deixou há 50 anos, Fiquemos então com Trenzinho Caipira, presente em Bacchianas nº2, uma obra que se caracteriza por os intrumentos da orquestra simularem o movimento da locomitva. Trenzinho Caipira foi maravilhosamente versada por Ferreira Gullar:

"Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade noite a girar
Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra,
Vai pela serra, vai pelo mar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar, no ar… "

domingo, 8 de novembro de 2009

O Castelo está ruindo


O Castelo está ruindo,
O que fazer?
O peito está ferido
E o sangue corre limpo
Como vencer?
Se os esforços não são sentidos
Se o castelo é invadido
sem ninguém pra socorrer.

O Castelo está ruindo.
Como deixei esquecer
De ter um alicerce estruturado,
Ter o poder imantado
Não teria deixado os inimigos felizes a vencer
Devia ser mais preocupado,
Perceber onde estava errado
Enxergado que eu não quis ver!

O castelo está ruindo
E o sonho está prestes a ceder
Sem chances de ser alarmada,
A lágrima escorre a cara
Sem ter tido permissão pra descer.
Se a paz tão desejada,
Transformou-se em guerra armada,
A chama do ódio continua a arder!

O Castelo está ruindo
Hão razões pra entender?
A faca na carne corta,
A dor não mais importa,
Resta ter a honra de morrer!
Arombam a porta,
E o sangue na ferida brota,
Dói a impotência de não prever.

O castelo está ruindo,
Porque isso foi acontecer?
O guerreiro está ao chão
O ceifeiro, de prontidão
A peste negra deve permanecer
Sem sacerdote pra extrema unção
O corpo pede perdão,
O dia claro ainda vem anoitecer.

O castelo está ruindo
não há como esmorecer,
com toda força se esvaindo,
o castelo está ruindo,
sem ter por perto, você.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Catarse X Técnica ou A antipoesia



Menos catarse, mais técnica!
Chega de arroubos sentimentalistas, poeta!
Você acha que assim vai chegar alguma coisa?
Tudo que você quer dizer já foi dito,
Então diga de outra maneira
Pra que os loucos bebam suas palavras!
Mude o rótulo da garrafa,
Porque sua água sempre terá o mesmo gosto
Insípido e insalubre com gostinho de hortelã.

Menos catarse, menos!
Mais técnica, mais!
Estude, aprenda!
Só os românticos que são assim
Com suas pieguices a perpetuar nos versos pueris!
Um pouco de paralelismo não fará
Mal a sua poesia, ficará
O não dito do que o explícito.

- Catarse!
+ Técnica!
Seja estranho e intolerável,
Faça com que poucos mastiguem seus poemas,
Como escargot e caviar
Faça seu poema valer diante de novidades
Ultrapassadas, de verborragias clássicas
Que sempre os intelectualóides amam
Escreva pra eles, poeta!
É a técnica que vale pra eles!

Foda-se a catarse!
Foda-se a técnica!
Agora são mínimos os lêem
E os que escrevem não gostam de ler,
Só de serem lidos!
Ninguém quer mais saber de sentimentos, poeta!
Se escreve pra se sentir bem, faça um diário!
Não há mais tempo pra sentimentos vagos,
Aliás, quem disse que eles têm tempo pra sentimento?
Eles vivem com pressa, não vão te ler!
Se Não for com técnica, não escreva!
As pessoas não ver e vão preferir que tudo
Fique no limbo: As palavras de amor e ternura, de perda e de ilusão,
Irão todos ficar como gostam:
Aturdidos e alienados longe dos livros e perto da televisão.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Música para nossos ouvidos: She's Like a Wind



Não sou fã do Patrick Swayze, mas minha mãe amava esse ator pelos seus dois grandes sucessos: Dirty Dancing e Ghost. She'Like Wind foi uma tentativa desse ator e dançarino seguir a carreira de cantor. Não faz feio, mas decidiu continuar onde estava. Ontem aos 57 anos, ele não resistiu e foi vencido por um Câncer no pâncreas. Minha mãe ainda não soube, mas quando souber vai ficar bem arrasada, junto com o Jonh Travolta, Swayze era um dos preferidos dela. Dedico o víeo à minha mãe e a Swayze, vá em paz.